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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Festa pública de Joselito Pedro supera expectativas e aumenta seu cacife político

No que depender do sucesso da festa de aniversário promovida pelo ex-secretário de Educação e atual gestor de Articulação Governamental Joselito Pedro ontem à noite, a montagem da chapa majoritária de Situação em Santa Cruz do Capibaribe está definida.

O evento aconteceu na chamada “Mala da Solar”, que está para o grupo Boca-Preta como a “Mala da 29” está para o grupo Taboquinha, ou seja: um local onde militantes políticos se encontram para bater papo ou realizar pequenos eventos.

Às 21h30min o público estimado da festa de Joselito era de cerca de duas mil pessoas, um número expressivo, mesmo considerando que parte das pessoas possam ter sido atraídas pelo show gratuito do cantor Jean Araújo e Mandacaru Capibaribe.

A cor azul, predominante entre os que foram à “Mala da Solar”, indica que a motivação principal do comparecimento do público foi política.

Sem nenhuma experiência eleitoral, embora sendo um histórico e ativo apoiador das campanhas do grupo governista, o ex-secretário vem buscando ostensivamente os flashes e holofotes, desde que o seu nome foi colocado pela imprensa local como um dos favoritos a ser o companheiro de chapa do prefeito Edson Vieira.

Com o aniversário comemorado publicamente, estrategicamente próximo do evento “Forró do Menino”, este promovido há vários anos por Edson Vieira, Joselito Pedro pode ter conseguido o impulso que faltava para sua estreia na política eleitoral.

Jason Lagos

terça-feira, 31 de maio de 2016

Bruno Araújo poderá disputar o Governo estadual em 2018

Alçado a ministro das Cidades, com um orçamento de R$ 30 bilhões, o deputado Bruno Araújo (PSDB), que antes projetava disputar uma vaga de senador na reeleição de Paulo Câmara, em 2018, já está pensando mais alto.

Dada a “expulsão” do DEM e do seu partido da coligação de Câmara, Bruno está avaliando a possibilidade de sair candidato a governador com o apoio do senador Aécio Neves, para quem abriria, consequentemente, um palanque próprio no Estado para o presidente nacional tucano tentar o Palácio do Planalto, mais uma vez.

Segundo uma fonte ligada ao grupo de Situação em Santa Cruz do Capibaribe, o próprio Bruno já teria feito chegar ao prefeito Edson Vieira essa informação.  Além de aliados políticos, os dois têm laços de amizade.

Uma eventual candidatura de Bruno Araújo ao governo de Pernambuco poderia embaralhar o xadrez político da Capital da Sulanca, fazendo com que o prefeito Edson Vieira e o deputado Diogo Moraes atuem em campos distintos, pelo menos no primeiro turno da eleição, já que o governador Paulo Câmara, do PSB, disputará a reeleição.

O inesperado afastamento do PSDB, partido do prefeito Edson Vieira, da Frente Popular de Pernambuco, comandada pelo PSB do deputado Diogo Moraes, e suas possíveis implicações futuras - com destaque para uma eventual candidatura de Bruno Araújo ao governo - terão que ser levados em conta no processo de escolha do vice de Edson, segundo a mesma fonte ligada ao Palácio Prefeito Braz de Lira.

No caso de Bruno disputar um cargo majoritário, senador ou governador, ficará vago o espaço de deputado federal no grupo de Situação local. A indicação do nome que ocupará este espaço caberá, em princípio, ao prefeito Edson Vieira, que poderá, inclusive, pleitear a vaga para si próprio. A depender do contexto político, Diogo também poderá tentar concorrer a uma vaga na Câmara Federal em 2018.

Por ora, o desafio de ambos tem um objetivo comum: a reeleição do prefeito Edson Vieira. O ainda longínquo 2018 poderá, entretanto, jogá-los em trincheiras distintas.

Jason Lagos

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Edson Vieira comandará este ano um dos palanques mais fortes da recente história política santa-cruzense

O prefeito Edson Vieira estará à frente este ano, em sua campanha à reeleição, de um dos palanques mais fortes das últimas décadas.

Dentre os que disputarão um mandato de vereador, além dos 10 governistas que ocupam hoje uma cadeira na Câmara, estarão o ex-prefeito Toinho do Pará e o ex-vereador Dr. Nanau, além de dezenas de outros pretendentes de menor expressão política.

O palanque do prefeito contará também com figuras locais de grande envergadura política, como o deputado estadual Diogo Moraes, o ex-deputado Oséas Moraes e o ex-prefeito Ernando Silvestre.

A campanha de Edson deverá ser reforçada com a presença de autoridades estaduais e federais, como o governador Paulo Câmara, os ministros Bruno Araújo e Mendonça Filho e secretários estaduais.

Até o sábado passado (14) havia dúvidas, em parte da imprensa local, sobre uma efetiva participação do deputado Diogo Moraes na campanha à reeleição do prefeito. Essas dúvidas dissiparam-se neste final de semana, no qual Diogo e Edson estiveram juntos em programa de rádio e diversos eventos.

Apesar das dificuldades financeiras da gestão, o prefeito tem obtido seguidos êxitos no campo político, agregando um enorme contingente de apoiadores e de candidatos a vereador.

O principal desafio agora, para o prefeito, será manter a unidade em um grupo tão amplo até às eleições. Sendo reeleito, a grande dificuldade será proporcionar espaço político e na gestão para tanta gente.

Jason Lagos

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Nome do vice de Edson Vieira fica entre Joselito Pedro e Dida de Nan

Faltando três meses para a realização das convenções que irão formalizar as candidaturas para as eleições deste ano, o processo de escolha do companheiro de chapa do prefeito Edson Vieira afunilou-se entre o professor Joselito Pedro e o vereador Dida de Nan.

Até pouco tempo atrás, outros nomes apareciam com chances de assumir o posto, como os vereadores Junior Gomes, Luciano Bezerra e Narah Leandro.

Junior Gomes perdeu a condição de ser vice ao pedir demissão de modo precipitado da Secretaria de Serviços Públicos, justamente em um momento que o prefeito enfrentava uma série de denúncias por parte da Oposição.

Caso tivesse permanecido secretário, Júnior teria se fortalecido politicamente pela conclusão e entrega de obras de grande importância, como a Central de Feiras e Mercados e pavimentação de ruas. Optando pelo pedido de demissão, suas chances de ser candidato a vice-prefeito se esvaíram.

Considerado desde o ano passado como favorito para ser o companheiro de chapa de Edson, o vereador Dida de Nan tem hoje um concorrente de peso na disputa interna: o ex-secretário de Educação Joselito Pedro.

Desde que solicitou o afastamento da Secretaria, Joselito tem se movimentado com muita desenvoltura, aparecendo sempre ao lado do prefeito Edson Viera em eventos e programas de rádio. Já Dida tem tido uma postura mais discreta, como é sua característica.

A mudança do vice-candidato na chapa Taboquinha deverá ser mais um fator a fazer pender a balança para o lado de Joselito, já que é dado como praticamente certo que o escolhido para ser companheiro do veterano Fernando Aragão terá um perfil jovem.

A favor de Joselito Pedro conta também a capacidade de gestão, uma vez que o prefeito Edson Vieira, mesmo sendo reeleito, pretende ser candidato a deputado em 2018, além do fato de Joselito ser da classe dos professores, segmento no qual o prefeito tem sofrido desgastes em sua gestão. 

Jason Lagos

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Galego de Mourinha consolida-se na chapa majoritária taboquinha

Pouco menos de dois meses após ser submetido a um processo de “fritura”, levado a cabo por companheiros do grupo Taboquinha, em associação com um veículo de imprensa local, que divulgou com estardalhaço 21 processos que poderiam, em tese, inviabilizar sua inserção na chapa majoritária do grupo oposicionista, o vereador Galego de Mourinha (PTB), chegou ao término do período carnavalesco com o nome consolidado para a vice de Fernando Aragão (sem partido).

Para resistir ao “fogo amigo”, que visava a sua substituição na vice de Fernando por um nome mais jovem, de preferência vindo do mundo empresarial, Galego mudou de estilo, evitando por semanas dar declarações à imprensa, enquanto recebia a solidariedade de eleitores e lideranças da oposição. Até mesmo políticos da situação chegaram a manifestar solidariedade ao vereador por conta do episódio de “fritura”.

No auge da repercussão da divulgação dos processos, Galego chegou a procurar diretamente o pré-candidato a prefeito Fernando Aragão, para dizer que, caso o seu nome fosse um empecilho para a vitória eleitoral da oposição, não teria nenhum problema em se retirar da disputa. Segundo Galego, Fernando lhe garantiu que não via qualquer problema na manutenção da chapa da forma que estava.

Os que tentaram tirar de Galego o posto de vice dependiam de uma desistência do vereador, já que não tinham força política suficiente para promover a remoção de forma direta. Além disso, a estratégia jamais contou com a participação nem com o apoio das duas principais lideranças taboquinhas, o ex-deputado federal José Augusto Maia e o vereador Carlinhos da Cohab (PSL), que chegou a dizer que, caso Galego fosse “rifado”, colocaria o próprio nome para ocupar a vice de Fernando.

Até o momento não apareceram “as digitais” dos arquitetos do plano de remoção de Galego da chapa Taboquinha, e isso dificilmente acontecerá no futuro, já que ninguém gostaria de assumir a paternidade de uma estratégia que, além de fracassada, envolveu traição e covardia.

Jason Lagos

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Governo Edson Vieira entra no último ano em meio a crise financeira, mas sem crise política

Após três anos de gestão, o prefeito Edson Vieira vai encarar o decisivo  quarto e último ano de governo, quando tentará a reeleição, em meio a mais grave crise financeira da administração pública no Brasil nas últimas décadas.

Com os repasses do FPM em queda contínua, Edson não conseguirá adentrar no quarto ano com um grande “canteiro de obras” em execução, sonho de todo gestor, mas, por outro lado, manterá a coesão política do grupo situacionista.

Da equipe que o prefeito conseguiu montar no início do governo, a maioria está em seus postos.

Os prefeitos que foram mal sucedidos no momento de eleger o sucessor ou tentar à reeleição em Santa Cruz do Capibaribe, como Aragãozinho, Ernando Silvestre (em seu último governo) ou Toinho do Pará, chegaram ao último ano de gestão envolvidos em crise política e administrativa, com verdadeiros “desmanches” nos respectivos governos.

Afora a ruptura do vice-prefeito Dimas Dantas, o que já era esperado por boa parte dos conhecedores da cena política local, Edson Vieira chega a 2016, sem ter perdido nenhum aliado político de peso, muito pelo contrário.

Assim, os principais entraves do prefeito para a conquista da reeleição não deverão estar na seara política, mas na administrativa, por conta da crise financeira e da recente virose que assolou o município, e na Justiça, que bloqueou parte dos seus bens na esteira do caso KMC.

Jason Lagos

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Repercussão da polêmica envolvendo UAI Shopping demonstra isolamento de José Augusto

A polêmica envolvendo o ex-deputado federal José Augusto Maia, acusado de incentivar clientes do Moda Center Santa Cruz a fazer compras no Uai Shopping, de Toritama, serviu para realçar a situação de isolamento político do criador do grupo Taboquinha.

Até à última sexta-feira (27), quando José Augusto foi sabatinado no programa Opinião, nenhum aliado detentor de mandato havia saído em defesa do ex-deputado federal. Questionado por essa situação durante o programa, José Augusto limitou-se a dizer que Fernando Aragão, pré-candidato a prefeito do grupo oposicionista, é que deveria ser defendido pelos aliados, não ele próprio.

O isolamento do político que é, indiscutivelmente, o principal ativo eleitoral do grupo Taboquinha, se constitui num sério empecilho para a organicidade do grupo para a disputa municipal de 2016, já que não há ninguém com envergadura política suficiente no campo da oposição que possa ocupar a posição de líder que José Augusto já foi.

Vencedor em praticamente todos os pleitos dos quais participou diretamente, incluindo eleições para vereador, vice-prefeito, deputado estadual em 1998 (mesmo sem ser eleito), prefeito (com duas vitórias e uma derrota), síndico do Moda Center (com uma vitória e uma derrota) e deputado federal, José Augusto começou a ver o seu poderio declinar em 2012, quando deixou de lado um até então bem avaliado mandato de deputado federal para tentar ser prefeito de Santa Cruz do Capibaribe pela terceira vez, sendo derrotado por Edson Vieira (PSDB).

Em 2014 não obteve legenda para candidatar-se a deputado estadual, e teve negado apoio, da parte dos sete vereadores taboquinha, para os candidatos que apoiou para deputado estadual e federal. Apesar de tudo, as expressivas votações de Toinho do Pará (PHS) e Ricardo Teobaldo (PTB), ratificaram sua liderança política.

Mesmo tendo sido o grande vencedor político de 2014, José Augusto não conseguiu que a maioria dos vereadores oposicionistas se submetessem à sua liderança, e acabou tendo que aceitar, a contragosto, a efetivação de Fernando Aragão como pré-candidato a prefeito em 2016.

Isolado politicamente, apesar de todo o seu potencial eleitoral, José Augusto aposta as suas fichas na eleição de um dos filhos, Tallys ou Augusto Maia, para a Câmara Municipal de Vereadores no ano que vem, e num eventual mandato de deputado estadual em 2018, a fim de voltar, de fato e de direito, á condição de líder do grupo Taboquinha.

Jason Lagos

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Grupo taboquinha disputará primeira eleição sem um líder no comando

Pela primeira vez em sua história, o lado político que teve em Raymundo Aragão o seu fundador disputará uma eleição sem ter um líder à frente do processo.

Raymundo Aragão, Severino Monteiro, Oseas Moraes e José Augusto Maia foram, por ordem cronológica, os nomes que comandaram o grupo nas disputas políticas municipais que se iniciaram em meados dos anos 50.

A liderança de José Augusto ficou inicialmente ameaçada em 2014, quando nenhum dos sete vereadores do grupo Taboquinha o acompanhou no apoio aos seus candidatos a deputado estadual e federal, respectivamente Toinho do Pará (PHS) e Ricardo Teobaldo (PTB).

O fiasco da votação dos candidatos apoiados pelos vereadores taboquinhas, Ernesto Maia e Luciano Bivar, ambos do PSL, em contraposição às expressivas votações dos candidatos apoiados por José Augusto deu um novo fôlego ao então deputado federal, que saiu do pleito maior do que entrou.

Entretanto, a disputa interna Taboquinha para a definição do candidato do grupo para a eleição municipal do ano que vem terminou por inviabilizar José Augusto como líder inconteste, pelo menos provisoriamente.

Ao aceitar que uma pesquisa interna fosse o instrumento que definiria o nome Taboquinha para enfrentar nas urnas o atual prefeito Edson Vieira (PSDB), uma sugestão do vereador Ernesto Maia, José Augusto caiu numa armadilha da qual não teve condições de sair. O presidente do PTB no Estado, Ministro Armando Monteiro (PTB) chegou a alertar José Augusto sobre isso.

Com a derrota de Cleiton Barbosa, a quem apoiou internamente contra Fernando Aragão (sem partido), José Augusto perdeu a condição de ser protagonista no pleito do ano que vem.

Como resultado da derrota interna de José Augusto, combinada com o fato de que nenhuma liderança oposicionista demonstra, hoje, condições de liderar de fato o grupo, o lado político de Raimundo Aragão disputará pela primeira vez uma eleição sem um líder à frente. 

Jason Lagos

sábado, 17 de outubro de 2015


Bate-Papo Jason Lagos
Publicitário e com extensa experiência na comunicação santa-cruzense, o radialista e atual diretor da Rádio Comunidade FM, foi o participante do ‘Bate-Papo Direto ao Ponto’, nessa quarta-feira (14) contando um pouco de sua vida e carreira profissional.

Estudos, campanhas eleitorais e desafios na comunicação não faltam. Além disso, ele define no ‘jogo rápido’ figuras importantes da radiofonia local.

Infância

Quarto dos 8 filhos do casal José Vicente da Silva (In memoria) e Dona Damares Maria Lagos da Silva, ele nasceu em Santa Cruz do Capibaribe em 6 de janeiro de 1966.

Criado sob normas religiosas do pai, conta um pouco do período.  “Tive uma infância tradicional, para quem tem a minha idade. A infância da bola de gude, do banho de açude, do Rio Capibaribe, de olhar parque de diversão e de ser proibido pelo excesso de zelo religioso do pai”, diz.

O pai foi o primeiro proprietário de loja de material de construção na cidade, onde o pequeno Jason iniciou as primeiras obrigações. O comércio localizava-se onde hoje fica a Sede da ‘Sociedade Musical Novo Século’. “Quando estudava à tarde, prestava os serviços pela manhã. O pior trabalho era colocar porca em parafuso, era um mela-mela desgraçado”, relembra.

Estudos

Cursou o ensino fundamental no Colégio Padre Zuzinha, ainda quando o mesmo chamava-se 31 de Março. “Nesse período estudei com Heleno, ‘o Leno Silva’, Eronildo do ferro velho. Mais novos também teve o Arnaldo Xavier, Letinho do banco Itaú, entre outros”, conta.

Já quanto aos professores recorda Dioclécio, Nivaldo Lagos, Dorinha, Cícero e Lindolfo. “Foi com o professor Cícero que passei a desenvolver minha habilidade para redação”, fala.

Aluno aplicado acrescenta que até a adolescência suas notas variavam entre 9 e 10. “Depois vieram algumas traquinagens”, diz aos risos.

Mudança

Em 1977, a família passa a morar em Caruaru, onde concluiu o ensino médio na Escola Nicanor Souto Maior. Mora nos bairros São Francisco, Cohab I, Cônego Luiz Gonzaga e Petrópolis. “Sou muito apegado ao meio em que vivo, não era fácil pra mudar, mas acabei me habituando”, diz.

Ainda na Capital do forró...  – Jason cursou história na Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras de Caruaru (FAFICA). “Faltou um ano. Foi justamente quando voltei para Santa Cruz em 1987. Poderia concluir no ano seguinte, mas por dificuldade em ordem financeira e outras decisões fez não terminar. Se tiver tempo e disposição ainda finalizo aproveitando algumas cadeiras que é uma área que gosto muito”, fala.

Apenas vinte anos depois conclui sua graduação em Publicidade e Propaganda, na Faculdade do Vale do Ipojuca (FAVIP).

‘De volta pro me aconchego... ’

1987 - Dez anos depois da saída, retorna a Santa Cruz do Capibaribe, e começa a trabalhar nos negócios da família. Assumiu a gerencia da Silva & Lagos LTDA. “Nunca me considerei um bom vendedor externo, até por conta do meu comportamento tímido, mas dentro da loja sempre me considerei um bom vendedor”, fala.

No rádio

Em 1988 estreia na Rádio Vale do Capibaribe, apresentando programa evangélico.  "Céu Aberto", no início dos anos 90 foi o primeiro com sua produção. “Dia 10 de setembro de 1988. O pastor Edmilson Messias, tinha o desejo de colocar um programa e o único horário era o sábado pela manhã, e me colocou como apresentador, sem habilidade e com um frio na barriga”, relembra.

Do rádio conta as principais referências da época. “Geovane Rosendo, Ivan Bulhões, Cloves Gonçalves, entre outros”.

Nascimento da Rádio Comunidade FM e impresso

Em novembro de 1997, Jason Lagos funda a Associação Comunitária 29 de Dezembro (ACVD). Por questões burocráticas a rádio entra no ar em 29 de Dezembro de 2001. “Nasceu de um sonho”, resume.

Um pouco antes da rádio, ainda em 2000, fundou o jornal Tribuna Popular. Com veiculação mensal, o jornal circulou até o fim de 2001.

“Haviam três jornais com circulação e tive esse desafio de colocar o quarto. E comecei realmente a me inteirar ainda mais nas questões políticas”, destaca.

Tempos difíceis – De início praticamente todo o material era emprestado de amigos. “Eu peguei uma impressora emprestada de Ernesto Maia, uma câmera de André, um computador, um gravador de Samuel Amorim e uma scanner não me lembro de quem. Foi assim que tudo começou”, relembra e afirma que em pouco tempo era o veículo impresso mais comentado e vendido na cidade.

Professores Josemildo e Lindolfo de Lisboa prestavam serviços com artigos. Ao segundo ele faz uma observação. “Algumas pessoas me recriminaram, pelo fato de às vezes ele estar embriagado e falavam que não era legal. Eu sempre disse que valorizava o conhecimento e a mente dele. Quanto ao seu vício, problema pessoal eu ignoro. Ele escrevia com um entusiasmo de adolescente. Isso era fantástico”, conta.

Campanhas políticas

Com experiência em campanhas eleitorais desde 1996, conta que teve participação fundamental em vitórias de ex-prefeitos como Ernando Silvestre e José Augusto Maia. Além disso, fala se tem algum arrependimento durante esse tempo.

“Em 1996 percebi que faltava um redator para Ernando Silvestre, estava levando ‘chumbo’ para comunicação do Padre Bianchi. Mas não tinha a intenção e até sugeri nomes. Certo dia Manoel Silva e Ernando chegaram à minha casa, querendo que eu fizesse esse trabalho, relutei, citei nomes e não teve jeito”, disse.

No primeiro texto, Ernando logo se agradou do rapaz e não teve dúvidas.  “Eram três guias diferentes por dia, naquele tempo. E gostaram tanto do texto, que repetiram o mesmo guia”, relembra. “Sei que tive uma importância considerável naquilo, muito embora hoje gostaria que Santa Cruz tivesse a experiência de ter tido Padre Bianchi como prefeito”, fala.

“Se pudesse voltar no tempo teria ficado nulo naquele pleito. Avaliando depois a capacidade gerencial dele em relação à igreja, tive uns contatos e acredito que seria um bom prefeito”, frisa.

Em 2000 – Na eleição seguinte o trabalho foi para o candidato de oposição: José Augusto Maia. Nova vitória. “Sei que tive uma parcela boa. Tinha um baita de um guia e comparado ao de Ernando era muito pequeno em tempo, então tinha que tirar a diferença na comunicação”, fala.

2004 - “Zé era favorito e era uma estrutura bem maior. Não tive uma importância tão grande, foi apenas questão de levar junto”, sintetiza na reeleição de José Augusto Mai contra Dr.Nanau.

2008 - “Foi a mais arrochada. Sabia que Toinho era favorito e foi uma das maiores correrias. 2000 e 2008 foram as campanhas que mais trabalhei. Emagreci bastante”, brinca. No pleito Toinho do Pará venceu Edson Vieira.

2012 – “Atuei por insistência de Ernesto Maia. Não queria e não via sentido numa candidatura de Zé Augusto naquele momento. Estava bem como deputado federal. Quando definido eu disse que não queria, mas ele (Ernesto) insistiu e eu fui e fiz o meu melhor como sempre fiz. Foi a campanha que houve corpo mole, traição desorganização, faltou mote para campanha, justificativa, enfim não foi fácil”, fala. O resultado foi a derrota do candidato José Augusto Maia para Edson Vieira.

Família – Jason Lagos é pai de três filhas: Jéssyca, Joyce e Júlia e avô dos pequenos Emilly e Yan.

Jogo rápido

Augustinho Rufino - Um gestor eficiente
Zilda Moraes -  Brava guerreira 
Ernando Silvestre – Político carismático
Zé Augusto – Carismático também
Toinho do Pará – Popular
Oseas Moraes – Habilidoso
Ernesto Maia – Inteligente mas imprudente
Dimas Dantas – Polêmico 
Edson Vieira – Cerebral 
Sílvio José – Uma bela voz
Ney Lima – Articulador
Ronaldo Pacas – Alma da Rádio Vale
Elinaldo Ventura – Voz macia
Comunicação – Minha vida
Santa Cruz do Capibaribe – Terra que me viu nascer