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sábado, 17 de outubro de 2015


Bate-Papo Jason Lagos
Publicitário e com extensa experiência na comunicação santa-cruzense, o radialista e atual diretor da Rádio Comunidade FM, foi o participante do ‘Bate-Papo Direto ao Ponto’, nessa quarta-feira (14) contando um pouco de sua vida e carreira profissional.

Estudos, campanhas eleitorais e desafios na comunicação não faltam. Além disso, ele define no ‘jogo rápido’ figuras importantes da radiofonia local.

Infância

Quarto dos 8 filhos do casal José Vicente da Silva (In memoria) e Dona Damares Maria Lagos da Silva, ele nasceu em Santa Cruz do Capibaribe em 6 de janeiro de 1966.

Criado sob normas religiosas do pai, conta um pouco do período.  “Tive uma infância tradicional, para quem tem a minha idade. A infância da bola de gude, do banho de açude, do Rio Capibaribe, de olhar parque de diversão e de ser proibido pelo excesso de zelo religioso do pai”, diz.

O pai foi o primeiro proprietário de loja de material de construção na cidade, onde o pequeno Jason iniciou as primeiras obrigações. O comércio localizava-se onde hoje fica a Sede da ‘Sociedade Musical Novo Século’. “Quando estudava à tarde, prestava os serviços pela manhã. O pior trabalho era colocar porca em parafuso, era um mela-mela desgraçado”, relembra.

Estudos

Cursou o ensino fundamental no Colégio Padre Zuzinha, ainda quando o mesmo chamava-se 31 de Março. “Nesse período estudei com Heleno, ‘o Leno Silva’, Eronildo do ferro velho. Mais novos também teve o Arnaldo Xavier, Letinho do banco Itaú, entre outros”, conta.

Já quanto aos professores recorda Dioclécio, Nivaldo Lagos, Dorinha, Cícero e Lindolfo. “Foi com o professor Cícero que passei a desenvolver minha habilidade para redação”, fala.

Aluno aplicado acrescenta que até a adolescência suas notas variavam entre 9 e 10. “Depois vieram algumas traquinagens”, diz aos risos.

Mudança

Em 1977, a família passa a morar em Caruaru, onde concluiu o ensino médio na Escola Nicanor Souto Maior. Mora nos bairros São Francisco, Cohab I, Cônego Luiz Gonzaga e Petrópolis. “Sou muito apegado ao meio em que vivo, não era fácil pra mudar, mas acabei me habituando”, diz.

Ainda na Capital do forró...  – Jason cursou história na Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras de Caruaru (FAFICA). “Faltou um ano. Foi justamente quando voltei para Santa Cruz em 1987. Poderia concluir no ano seguinte, mas por dificuldade em ordem financeira e outras decisões fez não terminar. Se tiver tempo e disposição ainda finalizo aproveitando algumas cadeiras que é uma área que gosto muito”, fala.

Apenas vinte anos depois conclui sua graduação em Publicidade e Propaganda, na Faculdade do Vale do Ipojuca (FAVIP).

‘De volta pro me aconchego... ’

1987 - Dez anos depois da saída, retorna a Santa Cruz do Capibaribe, e começa a trabalhar nos negócios da família. Assumiu a gerencia da Silva & Lagos LTDA. “Nunca me considerei um bom vendedor externo, até por conta do meu comportamento tímido, mas dentro da loja sempre me considerei um bom vendedor”, fala.

No rádio

Em 1988 estreia na Rádio Vale do Capibaribe, apresentando programa evangélico.  "Céu Aberto", no início dos anos 90 foi o primeiro com sua produção. “Dia 10 de setembro de 1988. O pastor Edmilson Messias, tinha o desejo de colocar um programa e o único horário era o sábado pela manhã, e me colocou como apresentador, sem habilidade e com um frio na barriga”, relembra.

Do rádio conta as principais referências da época. “Geovane Rosendo, Ivan Bulhões, Cloves Gonçalves, entre outros”.

Nascimento da Rádio Comunidade FM e impresso

Em novembro de 1997, Jason Lagos funda a Associação Comunitária 29 de Dezembro (ACVD). Por questões burocráticas a rádio entra no ar em 29 de Dezembro de 2001. “Nasceu de um sonho”, resume.

Um pouco antes da rádio, ainda em 2000, fundou o jornal Tribuna Popular. Com veiculação mensal, o jornal circulou até o fim de 2001.

“Haviam três jornais com circulação e tive esse desafio de colocar o quarto. E comecei realmente a me inteirar ainda mais nas questões políticas”, destaca.

Tempos difíceis – De início praticamente todo o material era emprestado de amigos. “Eu peguei uma impressora emprestada de Ernesto Maia, uma câmera de André, um computador, um gravador de Samuel Amorim e uma scanner não me lembro de quem. Foi assim que tudo começou”, relembra e afirma que em pouco tempo era o veículo impresso mais comentado e vendido na cidade.

Professores Josemildo e Lindolfo de Lisboa prestavam serviços com artigos. Ao segundo ele faz uma observação. “Algumas pessoas me recriminaram, pelo fato de às vezes ele estar embriagado e falavam que não era legal. Eu sempre disse que valorizava o conhecimento e a mente dele. Quanto ao seu vício, problema pessoal eu ignoro. Ele escrevia com um entusiasmo de adolescente. Isso era fantástico”, conta.

Campanhas políticas

Com experiência em campanhas eleitorais desde 1996, conta que teve participação fundamental em vitórias de ex-prefeitos como Ernando Silvestre e José Augusto Maia. Além disso, fala se tem algum arrependimento durante esse tempo.

“Em 1996 percebi que faltava um redator para Ernando Silvestre, estava levando ‘chumbo’ para comunicação do Padre Bianchi. Mas não tinha a intenção e até sugeri nomes. Certo dia Manoel Silva e Ernando chegaram à minha casa, querendo que eu fizesse esse trabalho, relutei, citei nomes e não teve jeito”, disse.

No primeiro texto, Ernando logo se agradou do rapaz e não teve dúvidas.  “Eram três guias diferentes por dia, naquele tempo. E gostaram tanto do texto, que repetiram o mesmo guia”, relembra. “Sei que tive uma importância considerável naquilo, muito embora hoje gostaria que Santa Cruz tivesse a experiência de ter tido Padre Bianchi como prefeito”, fala.

“Se pudesse voltar no tempo teria ficado nulo naquele pleito. Avaliando depois a capacidade gerencial dele em relação à igreja, tive uns contatos e acredito que seria um bom prefeito”, frisa.

Em 2000 – Na eleição seguinte o trabalho foi para o candidato de oposição: José Augusto Maia. Nova vitória. “Sei que tive uma parcela boa. Tinha um baita de um guia e comparado ao de Ernando era muito pequeno em tempo, então tinha que tirar a diferença na comunicação”, fala.

2004 - “Zé era favorito e era uma estrutura bem maior. Não tive uma importância tão grande, foi apenas questão de levar junto”, sintetiza na reeleição de José Augusto Mai contra Dr.Nanau.

2008 - “Foi a mais arrochada. Sabia que Toinho era favorito e foi uma das maiores correrias. 2000 e 2008 foram as campanhas que mais trabalhei. Emagreci bastante”, brinca. No pleito Toinho do Pará venceu Edson Vieira.

2012 – “Atuei por insistência de Ernesto Maia. Não queria e não via sentido numa candidatura de Zé Augusto naquele momento. Estava bem como deputado federal. Quando definido eu disse que não queria, mas ele (Ernesto) insistiu e eu fui e fiz o meu melhor como sempre fiz. Foi a campanha que houve corpo mole, traição desorganização, faltou mote para campanha, justificativa, enfim não foi fácil”, fala. O resultado foi a derrota do candidato José Augusto Maia para Edson Vieira.

Família – Jason Lagos é pai de três filhas: Jéssyca, Joyce e Júlia e avô dos pequenos Emilly e Yan.

Jogo rápido

Augustinho Rufino - Um gestor eficiente
Zilda Moraes -  Brava guerreira 
Ernando Silvestre – Político carismático
Zé Augusto – Carismático também
Toinho do Pará – Popular
Oseas Moraes – Habilidoso
Ernesto Maia – Inteligente mas imprudente
Dimas Dantas – Polêmico 
Edson Vieira – Cerebral 
Sílvio José – Uma bela voz
Ney Lima – Articulador
Ronaldo Pacas – Alma da Rádio Vale
Elinaldo Ventura – Voz macia
Comunicação – Minha vida
Santa Cruz do Capibaribe – Terra que me viu nascer



quinta-feira, 13 de março de 2014

O recado - o prefeito Edson Vieira concedeu uma entrevista, cheia de fortes declarações, na manhã desta quinta-feira no programa Opinião, da Comunidade FM. As palavras de Edson foram interpretadas por algumas pessoas como um “duro recado”.

Eduardo vem - um dos assuntos abordados foi a data para a próxima vinda de Eduardo Campos a Santa Cruz do Capibaribe. “Ainda não há uma data definida, mas acredito que até o final do mês ele venha a cidade para vistoriar algumas obras, entregar outras e anunciar mais investimentos para a região”.

Candidata - ele falou ainda sobre o provável lançamento do nome de Alessandra Vieira para a disputa pelo cargo de deputada federal. “Com a morte de Sérgio Guerra, o nome de Alessandra ganha mais força ainda. Quanto a possibilidade de lançamento do nome dela para a disputa, eu digo que a minha decisão estará em consonância com o governador Eduardo Campos e na próxima segunda eu estarei com ele, onde tudo será definido”.

Com chances - Edson deu a entender ainda que Alessandra só disputará a Câmara Federal se tiver reais chances de vitória. “O nome dela não entrará em nenhuma aventura. Estamos analisando calmamente, para que a decisão certa seja tomada”.

Em busca da unidade - sobre possíveis resistências que existam ao nome de Alessandra, o prefeito disse que buscará e trabalhará pelo consenso no grupo de situação.  “Irei conversar sobre isso com o governador, com o meu grupo, vereadores. Quero deixar um ponto bem claro, seja Alessandra ou outro nome qualquer eu lutarei pela unidade do grupo. Eu vou pregar a unidade seja com Alessandra, com A ou com B”.

Data marcada - ele afirmou ainda que no mais tardar, semana que vem tudo será definido quanto o futuro político de Alessandra, se ela será ou não candidata a deputada federal.

O bicho pegou - o prefeito seguiu e as declarações foram ficando cada vez mais quentes. “Não aceito administração ou governo dividido. Todo politico tem que ter posição. Não quero dizer que vai acontecer caça a bruxas, mas não vou aceitar governo dividido. Não foi aceitar pessoas no governo que atuem contra o governo ou contra o candidato do governo”, disse ele, que seguiu, "Prego a unidade e vou pregar sempre”.

Um só palanque - Edson foi claro, o grupo não abrigará mais múltiplas candidaturas a Câmara, como ocorreu em 2010, por exemplo. “Fica muito estranho o sujeito participar de um governo onde o prefeito e os vereadores escolham um candidato e ele fique contra os mesmos”, disse ele.

Escalado - o gestor citou ainda os candidatos que terão o seu apoio irrestrito na eleição de outubro. “O palanque oficial terá como candidatos, Eduardo Campos, Paulo Câmara, Fernando Bezerra Coelho, Diogo Moraes e o nosso escolhido para federal”.

E agora? - em um dos pontos mais polêmicos da entrevista, Edson rebateu as declarações do vice-prefeito Dimas Dantas, que nesta quarta-feira disse no programa Opinião que a candidatura de Paulo Câmara não seria uma boa opção para os municípios do Polo. “Eu não entendo como Paulo Câmara não pode ser um bom candidato para a região. Ele conhece nossa região, sabe daquilo que precisamos e tem se esforçado para que recebamos mais e mais investimentos do Estado”.

E agora? II - “Não vou fazer o discurso da oposição que tem dito que ele não é bom para a nossa região. Vejo Paulo Câmara como um bom candidato, com a cara da nova politica”, falou o prefeito de Santa Cruz.

César Mello