Direto ao Ponto no ar
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segunda-feira, 7 de maio de 2018
sábado, 17 de outubro de 2015
Publicitário e com extensa experiência na comunicação
santa-cruzense, o radialista e atual diretor da Rádio Comunidade FM, foi o
participante do ‘Bate-Papo Direto ao Ponto’, nessa quarta-feira (14) contando
um pouco de sua vida e carreira profissional.
Estudos, campanhas eleitorais e desafios na comunicação não
faltam. Além disso, ele define no ‘jogo rápido’ figuras importantes da
radiofonia local.
Infância
Quarto dos 8 filhos do casal José Vicente da Silva (In
memoria) e Dona Damares Maria Lagos da Silva, ele nasceu em Santa Cruz do
Capibaribe em 6 de janeiro de 1966.
Criado sob normas religiosas do pai, conta um pouco do
período. “Tive uma infância tradicional,
para quem tem a minha idade. A infância da bola de gude, do banho de açude, do
Rio Capibaribe, de olhar parque de diversão e de ser proibido pelo excesso de zelo
religioso do pai”, diz.
O pai foi o primeiro proprietário de loja de material de
construção na cidade, onde o pequeno Jason iniciou as primeiras obrigações. O
comércio localizava-se onde hoje fica a Sede da ‘Sociedade Musical Novo
Século’. “Quando estudava à tarde, prestava os serviços pela manhã. O pior
trabalho era colocar porca em parafuso, era um mela-mela desgraçado”, relembra.
Estudos
Cursou o ensino fundamental no Colégio Padre Zuzinha, ainda
quando o mesmo chamava-se 31 de Março. “Nesse período estudei com Heleno, ‘o
Leno Silva’, Eronildo do ferro velho. Mais novos também teve o Arnaldo Xavier,
Letinho do banco Itaú, entre outros”, conta.
Já quanto aos professores recorda Dioclécio, Nivaldo Lagos,
Dorinha, Cícero e Lindolfo. “Foi com o professor Cícero que passei a
desenvolver minha habilidade para redação”, fala.
Aluno aplicado acrescenta que até a adolescência suas notas
variavam entre 9 e 10. “Depois vieram algumas traquinagens”, diz aos risos.
Mudança
Em 1977, a família passa a morar em Caruaru, onde concluiu o
ensino médio na Escola Nicanor Souto Maior. Mora nos bairros São Francisco,
Cohab I, Cônego Luiz Gonzaga e Petrópolis. “Sou muito apegado ao meio em que
vivo, não era fácil pra mudar, mas acabei me habituando”, diz.
Ainda na Capital do forró...
– Jason cursou história na Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras de
Caruaru (FAFICA). “Faltou um ano. Foi justamente quando voltei para Santa Cruz
em 1987. Poderia concluir no ano seguinte, mas por dificuldade em ordem
financeira e outras decisões fez não terminar. Se tiver tempo e disposição
ainda finalizo aproveitando algumas cadeiras que é uma área que gosto muito”,
fala.
Apenas vinte anos depois conclui sua graduação em
Publicidade e Propaganda, na Faculdade do Vale do Ipojuca (FAVIP).
‘De volta pro me aconchego... ’
1987 - Dez anos depois da saída, retorna a Santa Cruz do
Capibaribe, e começa a trabalhar nos negócios da família. Assumiu a gerencia da
Silva & Lagos LTDA. “Nunca me considerei um bom vendedor externo, até por conta
do meu comportamento tímido, mas dentro da loja sempre me considerei um bom
vendedor”, fala.
No rádio
Do rádio conta as principais referências da época. “Geovane
Rosendo, Ivan Bulhões, Cloves Gonçalves, entre outros”.
Nascimento da Rádio Comunidade FM e impresso
Em novembro de 1997, Jason Lagos funda a Associação
Comunitária 29 de Dezembro (ACVD). Por questões burocráticas a rádio entra no
ar em 29 de Dezembro de 2001. “Nasceu de um sonho”, resume.
Um pouco antes da rádio, ainda em 2000, fundou o jornal
Tribuna Popular. Com veiculação mensal, o jornal circulou até o fim de 2001.
“Haviam três jornais com circulação e tive esse desafio de
colocar o quarto. E comecei realmente a me inteirar ainda mais nas questões
políticas”, destaca.
Tempos difíceis – De início praticamente todo o material era
emprestado de amigos. “Eu peguei uma impressora emprestada de Ernesto Maia, uma
câmera de André, um computador, um gravador de Samuel Amorim e uma scanner não
me lembro de quem. Foi assim que tudo começou”, relembra e afirma que em pouco
tempo era o veículo impresso mais comentado e vendido na cidade.
Professores Josemildo e Lindolfo de Lisboa prestavam
serviços com artigos. Ao segundo ele faz uma observação. “Algumas pessoas me
recriminaram, pelo fato de às vezes ele estar embriagado e falavam que não era
legal. Eu sempre disse que valorizava o conhecimento e a mente dele. Quanto ao
seu vício, problema pessoal eu ignoro. Ele escrevia com um entusiasmo de
adolescente. Isso era fantástico”, conta.
Campanhas políticas
Com experiência em campanhas eleitorais desde 1996, conta
que teve participação fundamental em vitórias de ex-prefeitos como Ernando
Silvestre e José Augusto Maia. Além disso, fala se tem algum arrependimento durante
esse tempo.
“Em 1996 percebi que faltava um redator para Ernando
Silvestre, estava levando ‘chumbo’ para comunicação do Padre Bianchi. Mas não tinha
a intenção e até sugeri nomes. Certo dia Manoel Silva e Ernando chegaram à
minha casa, querendo que eu fizesse esse trabalho, relutei, citei nomes e não
teve jeito”, disse.
No primeiro texto, Ernando logo se agradou do rapaz e não
teve dúvidas. “Eram três guias diferentes
por dia, naquele tempo. E gostaram tanto do texto, que repetiram o mesmo guia”,
relembra. “Sei que tive uma importância considerável naquilo, muito embora hoje
gostaria que Santa Cruz tivesse a experiência de ter tido Padre Bianchi como
prefeito”, fala.
“Se pudesse voltar no tempo teria ficado nulo naquele
pleito. Avaliando depois a capacidade gerencial dele em relação à igreja, tive uns
contatos e acredito que seria um bom prefeito”, frisa.
Em 2000 – Na eleição seguinte o trabalho foi para o
candidato de oposição: José Augusto Maia. Nova vitória. “Sei que tive uma
parcela boa. Tinha um baita de um guia e comparado ao de Ernando era muito
pequeno em tempo, então tinha que tirar a diferença na comunicação”, fala.
2004 - “Zé era favorito e era uma estrutura bem maior. Não
tive uma importância tão grande, foi apenas questão de levar junto”, sintetiza
na reeleição de José Augusto Mai contra Dr.Nanau.
2008 - “Foi a mais arrochada. Sabia que Toinho era favorito e
foi uma das maiores correrias. 2000 e 2008 foram as campanhas que mais
trabalhei. Emagreci bastante”, brinca. No pleito Toinho do Pará venceu Edson
Vieira.
2012 – “Atuei por insistência de Ernesto Maia. Não queria e
não via sentido numa candidatura de Zé Augusto naquele momento. Estava bem como
deputado federal. Quando definido eu disse que não queria, mas ele (Ernesto) insistiu
e eu fui e fiz o meu melhor como sempre fiz. Foi a campanha que houve corpo
mole, traição desorganização, faltou mote para campanha, justificativa, enfim
não foi fácil”, fala. O resultado foi a derrota do candidato José Augusto Maia
para Edson Vieira.
Família – Jason Lagos é pai de três filhas: Jéssyca, Joyce e
Júlia e avô dos pequenos Emilly e Yan.
Jogo rápido
Augustinho Rufino - Um gestor eficiente
Zilda Moraes - Brava guerreira
Zilda Moraes - Brava guerreira
Ernando Silvestre – Político carismático
Zé Augusto – Carismático também
Toinho do Pará – Popular
Oseas Moraes – Habilidoso
Ernesto Maia – Inteligente mas imprudente
Dimas Dantas – Polêmico
Edson Vieira – Cerebral
Sílvio José – Uma bela voz
Ney Lima – Articulador
Ronaldo Pacas – Alma da Rádio Vale
Elinaldo Ventura – Voz macia
Comunicação – Minha vida
Santa Cruz do Capibaribe – Terra que me viu nascer
quinta-feira, 13 de março de 2014
O recado -
o prefeito Edson Vieira concedeu uma entrevista, cheia de fortes declarações, na
manhã desta quinta-feira no programa Opinião, da Comunidade FM. As palavras de
Edson foram interpretadas por algumas pessoas como um “duro recado”.
Eduardo vem - um
dos assuntos abordados foi a data para a próxima vinda de Eduardo Campos a
Santa Cruz do Capibaribe. “Ainda não há uma data definida, mas acredito que até
o final do mês ele venha a cidade para vistoriar algumas obras, entregar outras
e anunciar mais investimentos para a região”.
Candidata -
ele falou ainda sobre o provável lançamento do nome de Alessandra Vieira para a
disputa pelo cargo de deputada federal. “Com a morte de Sérgio Guerra, o nome
de Alessandra ganha mais força ainda. Quanto a possibilidade de lançamento do
nome dela para a disputa, eu digo que a minha decisão estará em consonância com
o governador Eduardo Campos e na próxima segunda eu estarei com ele, onde tudo
será definido”.
Com chances -
Edson deu a entender ainda que Alessandra só disputará a Câmara Federal se
tiver reais chances de vitória. “O nome dela não entrará em nenhuma aventura. Estamos
analisando calmamente, para que a decisão certa seja tomada”.
Em busca da unidade -
sobre possíveis resistências que existam ao nome de Alessandra, o prefeito
disse que buscará e trabalhará pelo consenso no grupo de situação. “Irei conversar sobre isso com o governador,
com o meu grupo, vereadores. Quero deixar um ponto bem claro, seja Alessandra
ou outro nome qualquer eu lutarei pela unidade do grupo. Eu vou pregar a
unidade seja com Alessandra, com A ou com B”.
Data marcada -
ele afirmou ainda que no mais tardar, semana que vem tudo será definido quanto
o futuro político de Alessandra, se ela será ou não candidata a deputada
federal.
O bicho pegou -
o prefeito seguiu e as declarações foram ficando cada vez mais quentes. “Não aceito
administração ou governo dividido. Todo politico tem que ter posição. Não quero
dizer que vai acontecer caça a bruxas, mas não vou aceitar governo dividido. Não
foi aceitar pessoas no governo que atuem contra o governo ou contra o candidato
do governo”, disse ele, que seguiu, "Prego a unidade e
vou pregar sempre”.
Um só palanque -
Edson foi claro, o grupo não abrigará mais múltiplas candidaturas a Câmara,
como ocorreu em 2010, por exemplo. “Fica muito estranho o sujeito participar de
um governo onde o prefeito e os vereadores escolham um candidato e ele fique
contra os mesmos”, disse ele.
Escalado -
o gestor citou ainda os candidatos que terão o seu apoio irrestrito na eleição
de outubro. “O palanque oficial terá como candidatos, Eduardo Campos, Paulo Câmara,
Fernando Bezerra Coelho, Diogo Moraes e o nosso escolhido para federal”.
E agora? -
em um dos pontos mais polêmicos da entrevista, Edson rebateu as declarações do
vice-prefeito Dimas Dantas, que nesta quarta-feira disse no programa Opinião
que a candidatura de Paulo Câmara não seria uma boa opção para os municípios do
Polo. “Eu não entendo como Paulo Câmara não pode ser um bom candidato para a
região. Ele conhece nossa região, sabe daquilo que precisamos e tem se
esforçado para que recebamos mais e mais investimentos do Estado”.
E agora? II -
“Não vou fazer o discurso da oposição que tem dito que ele não é bom para a
nossa região. Vejo Paulo Câmara como um bom candidato, com a cara da nova
politica”, falou o prefeito de Santa Cruz.
César Mello
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