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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

A disputa política por trás dos recursos para a Adutora do Agreste

A liberação de recursos para obras da Adutora do Agreste terminou se transformando em mais um capítulo da crescente disputa política em torno da eleição do ano que vem. Enquanto o governador Paulo Câmara (PSB) atribuiu a conquista à reivindicação da bancada pernambucana, o senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB), que integra o bloco de oposição no estado, enalteceu a sua participação na articulação junto ao Governo Michel Temer.

Ao se referir à emenda da bancada, no valor de R$ 126 milhões, Paulo Câmara lembrou que esteve reunido com o ministro da Integração Nacional, Hélder Barbalho, na semana passada. O socialista também destacou sua conversa com o presidente Temer, na última sexta-feira, sobre o tema. “Diante da escassez de recursos do Orçamento Geral da União (OGU), solicitamos, no final de 2016, que a Emenda de Bancada fosse utilizada para dar andamento à Adutora. Essa liberação é fundamental para essa que é uma das principais obras de Pernambuco", disse.

Por sua vez, Fernando Bezerra Coelho colocou a importância dos oposicionistas no diálogo com o governo. O anúncio da medida, nesta quarta (13), também contou com a participação dos ministros Fernando Filho (Minas e Energia) e Mendonça Filho (Educação), além do deputado Fernando Coutinho. “Uma demonstração clara da atenção do governo federal com os pernambucanos”, comemorou FBC.

A Adutora do Agreste é uma das principais obras da Transposição do Rio São Francisco. Ao receber e conduzir águas do Velho Chico e de outros reservatórios e poços para o Sertão e o Agreste nordestinos, regiões mais castigadas pela seca, a adutora garantirá o abastecimento regular à população.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Governador pede agilidade na liberação de recursos para Adutora do Agreste


O Governador de Pernambuco Paulo Câmara (PSB) se reuniu terça-feira em Brasília com o Ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi. Na oportunidade apresentou a grave situação pela qual passa o Estado que sofre com o quinto ano consecutivo de seca.

De acordo com Paulo, em virtude da crise, a Adutora do Agreste, que poderia estar sanando esse problema, encontra-se em ritmo muito lento devido à falta de repasses federais.

 “Reiteramos ao Ministro Occhi a nossa preocupação com mais um ano de seca. É urgente acelerar as obras em andamento e promover os ajustes na pactuação dos projetos. Precisamos otimizar a utilização dos recursos de maneira que possamos antecipar os benefícios à população. O Plano de antecipação foi apresentado em setembro”, argumentou o governador pernambucano.

Faltam ser repassados pelo Governo Federal a Pernambuco cerca de R$ 800 milhões, mas o Ministério só tem liberando por mês R$ 5 milhões.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Comissão Especial do PAC recebe dados sobre obras em execução no Estado

A segunda reunião da Comissão Especial de Acompanhamento das Obras do PAC em Pernambuco, realizada nesta terça (19), contou com a presença da secretária Executiva de Gestão Estratégica do Estado, Hélida Campos. A representante do Executivo apresentou a situação das principais obras do programa federal em andamento no Estado, pontuando os valores desembolsados até o momento por cada uma das esferas de Poder. 

De acordo com a secretária, Pernambuco tem hoje 222 contratos do PAC executados em parceria com o Governo Estadual, os quais somam R$ 6,2 bilhões em investimentos. Entre as obras detalhadas pela técnica estão a da Adutora do Agreste e a do trecho pernambucano da Ferrovia Transnordestina. No primeiro caso, está previsto um repasse federal de R$ 13,8 milhões para os projetos executivos e, até o momento, pouco mais de R$ 12 milhões já chegaram ao Estado. Já a contrapartida de Pernambuco é de cerca de R$ 1,5 milhão, tendo sido desembolsado, até o momento, R$ 709 mil.

Para a implantação da Adutora do Agreste foram repassados pela União cerca de R$ 413 milhões de um total de R$ 1.246.763.000 previstos. Enquanto isso, o Estado desembolsou cerca de R$ 28 milhões, dos R$ 138 milhões firmados para a obra. “O objetivo do colegiado é identificar o motivo da paralisação de cada empreendimento para, então, cobrar os encaminhamentos dos responsáveis”, ressaltou o presidente da comissão, deputado Miguel Coelho (PSB). 

Em entrevista concedida ao programa Direto ao Ponto da terça, o deputado Diogo Moraes (PSB) que é relator da Comissão, enfatizou que a fiscalização e as cobranças serão enérgicas como a obra da Adutora do Agreste, que é de fundamental importância no plano hídrico da região, visto o momento delicado que a região vive em relação a abastecimento de água.