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sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Gás de cozinha fica aproximadamente 5% mais caro


O gás de cozinha, gás liquefeito de petróleo (GLP) para botijão de até 13 quilos, ficou aproximadamente 5% mais caro. A Petrobras aplicou o reajuste nesta sexta-feira (27) para as distribuidoras do produto, o que também inclui o industrial e o comercial. 

Desde o início de 2019, o gás teve alta acumulada de cerca de 10%, com seis aumentos durante o ano. Três deles em outubro, em novembro, e agora em dezembro. No entanto, o preços são livres e variam nos pontos de venda, o que impede de definir o novo valor. Em novembro, a média era de R$ 69,11.

O aumento para todas as formas de venda do GLP ocorreu porque o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) acabou com a política de preços variados entre os diferentes botijões de gás. Ela determinava que os botijões de até 13 quilos deveriam ser vendidos a preços menores.

Segundo a resolução do CNPE, a política gerava distorções no mercado de gás e não garantia descontos esperados para as famílias.

(Agência do Rádio)

segunda-feira, 8 de abril de 2019


Dia do não fico se confirmou - Bolsonaro demite ministro da Educação


Através de sua conta no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta segunda-feira (8) a demissão do ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez. Bolsonaro informou também que o novo ministro será Abraham Weintraub.

Bolsonaro e Vélez tiveram uma reunião no Palácio do Planalto nesta segunda, pouco antes do anúncio da demissão do agora ex-ministro.

"Comunico a todos a indicação do Professor Abraham Weintraub ao cargo de Ministro da Educação. Abraham é doutor, professor universitário e possui ampla experiência em gestão e o conhecimento necessário para a pasta. Aproveito para agradecer ao prof. Velez pelos serviços prestados", afirmou o presidente.

Colombiano naturalizado brasileiro, Vélez Rodríguez tomou posse no cargo em 1º de janeiro e enfrentava uma "guerra interna" no MEC provocada por desentendimentos entre militares e seguidores do escritor Olavo de Carvalho.

Na sexta-feira (5), em um café da manhã com jornalistas, o presidente Jair Bolsonaro disse que o ministro poderia deixar o cargo nesta segunda-feira (8). "Segunda-feira vai ser o dia do 'fico ou não fico'", disse o presidente na ocasião.

Pouco depois da declaração do presidente, Velez, que participava de um evento em Campos do Jordão-SP declarou que não entregaria o cargo.

No café, Bolsonaro também afirmou que não existe rivalidade entre a ala ideológica do governo – influenciada pelo escritor Olavo de Carvalho – e a corrente militar, composta por generais que integram altos cargos no Executivo federal.

Nos dois meses e meio à frente do Ministério da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez colecionou uma série de polêmicas, entre as quais:

- Disse querer mudar os livros didáticos para revisar a maneira como tratam a ditadura militar e o golpe de 1964;
- Anunciou a demissão do secretário-executivo da pasta diante da "guerra" no ministério. Depois trocou os substitutos e também demitiu o presidente do Inep;
- Pediu a escolas que filmassem alunos cantando Hino Nacional e enviassem o vídeo ao MEC. Depois, voltou atrás;
- Disse em entrevista que o brasileiro parece um "canibal" quando viaja ao exterior. Depois, disse ter sido "infeliz" na declaração;
- Afirmou que a universidade não é para todos;
- Além disso, desde o início da sua gestão, em janeiro, houve pelo menos 14 trocas em cargos importantes no Ministério da Educação.

A demissão de Vélez Rodríguez é a segunda baixa no ministério do governo Jair Bolsonaro, há cerca de um mês, o advogado Gustavo Bebianno deixou a Secretaria-Geral após se envolver em uma crise com o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Bolsonaro.

Novo ministro
Weintraub, o novo ministro, já trabalhava no governo Bolsonaro. Ele era secretário-executivo da Casa Civil, segundo cargo mais importante dentro da pasta.

Weintraub atuou na equipe do governo de transição. Junto com o irmão, Arthur Weintraub, foi responsável pela área de Previdência no período. Os dois foram indicados a Bolsonaro pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

O ministro da Casa Civil conheceu os irmãos Weintraub em um seminário internacional sobre Previdência realizado, em 2017, no Congresso Nacional.

Abraham Weintraub é formado em Ciências Econômicas pela Universidade de São Paulo (1994) e mestre em administração na área de finanças pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele é professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e atuou no mercado financeiro por mais de 20 anos. Na iniciativa privada, trabalhou no Banco Votorantim por 18 anos, onde foi economista-chefe e diretor, e foi sócio na Quest Investimentos.

(G1)

sexta-feira, 5 de abril de 2019


Governo cancela Horário de Verão este ano


O porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barro, anunciou na tarde desta sexta-feira que o governo decidiu cancelar o horário de verão. Mais cedo, em um café com jornalistas, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tinha adiantado que poderia ser confirmada a medida em breve. 

Historicamente, o horário de verão começa no terceiro domingo de outubro, mas seu início em 2018 foi adiado por conta do segundo turno das eleições, a pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se não houvesse o adiamento, aumentaria a diferença de horário entre os estados do Sul e do Sudeste e os que já têm fuso diferente, atrapalhando a divulgação dos resultados das urnas.

(O Globo)

terça-feira, 8 de janeiro de 2019



Paulo Câmara opta pelo ‘gesto’ e vai procurar Bolsonaro


O governador reeleito de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), optou por procurar o presidente da República Jair Bolsonaro (PSL), para uma conversa sobre os possíveis investimentos para o Estado. De acordo com o próprio governador, o encontro acontecerá nos próximos dias.

Diferentemente do que aconteceu em 2014, quando o socialista resolveu apoiar Aécio Neves para a presidência, que não obteve êxito, o Governo reclamou de retaliações durante a gestão de Dilma Rousseff, até que veio o impeachment e o PSB foi responsável pela queda da petista.

Com a chegada de Michel Temer (MDB), o PSB decidiu não compor a base e o governador continuou a enfrentar problemas para contrair empréstimos e a demora de conseguir autonomia do Porto de Suape, que só veio no final do ano passado.

Com a reeleição do governador e a chegada de Bolsonaro à República, o socialista decidiu fazer um aceno ao presidente ao se mostrar sensível a uma parceria. O governador buscará com isso, montar uma agenda de entregas e na busca por investimentos em convênio com o Governo Federal.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Mourão afirma que reforma na Previdência é prioridade

O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, afirmou ao "Estadão/Broadcast" que a reforma da Previdência será a "prioridade número um" do futuro governo e deve ser encaminhada no primeiro semestre ao Congresso. E, segundo ele, a proposta é que seja uma votação única, e não fatiada, como chegou a ser dito até pelo próprio Jair Bolsonaro. 

Mourão disse que a ideia é aproveitar parte da reforma que foi enviada pela equipe do presidente Michel Temer, mas com alterações que serão feitas pelo governo Bolsonaro. Entre elas, ele citou mudanças nas regras de transição (que inclui uma espécie de "pedágio" sobre o tempo que falta para a aposentadoria) e a introdução do modelo em que a pessoa contribui para uma conta individual que no futuro servirá para pagar os benefícios, chamado de capitalização.

O Estado apurou que há como fazer todas as alterações desejadas pela nova equipe econômica - que será comandada pelo futuro ministro Paulo Guedes - a partir de emendas apresentadas à reforma de Temer, inclusive a introdução do sistema de capitalização., 

Essas alterações podem ser feitas no texto que está pronto para ser votado no plenário da Câmara dos Deputados, o que agilizaria todo o processo. Uma proposta inteiramente nova precisaria cumprir todo o rito legislativo, o que levaria pelo menos seis meses, considerando uma base aliada articulada e empenhada na tramitação.
Governo Temer tem aprovação de 7% e reprovação de 62%, diz Datafolha

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (27) mostra os seguintes percentuais de avaliação do governo do presidente Michel Temer (MDB): ótimo/bom 7%; regular 29% e ruim/péssimo 62%.

Na pesquisa anterior do Datafolha, divulgada em agosto, 73% dos entrevistados consideravam o governo Temer "ruim/péssimo"; 21%, "regular"; e 4% o avaliavam como "bom/ótimo".

No entanto, em junho – mês seguinte à greve dos caminhoneiros – o governo Temer registrou o maior índice de rejeição da série histórica do instituto de pesquisa. Na ocasião, 82% dos brasileiros classificaram o governo do emedebista como ruim ou péssimo e apenas 3% diziam que era ótimo ou bom.

O Datafolha ouviu 2.077 pessoas em 130 municípios entre os dias 18 e 19 de dezembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Governo Temer tem aprovação de 4% e reprovação de 77%, diz pesquisa Ibope

Pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (24) mostra os seguintes percentuais de avaliação do governo do presidente Michel Temer (MDB): 

Ótimo/bom: 4%
Regular: 17%
Ruim/péssimo: 77%
Não sabe/não respondeu: 2%

Na pesquisa anterior do Ibope, divulgada na última terça-feira (18), 78% consideravam o governo "ruim/péssimo"; 16%, "regular"; e 4% o avaliavam como "bom/ótimo". A pesquisa ouviu 2.506 eleitores entre o sábado (22) e o domingo (23).

O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Reprovação ao governo Temer é de 82%, aponta pesquisa Datafolha

A Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (10) pelo site do jornal "Folha de S.Paulo" indica que o governo do presidente Michel Temer é reprovado por 82% dos entrevistados.

O índice é ainda maior (12 pontos percentuais) que o registrado no levantamento anterior, em abril, e corresponde à soma dos que classificam o governo como "ruim" ou "péssimo". O Datafolha ouviu 2.824 pessoas em 174 municípios entre os últimos dias 6 e 7 de junho.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Governo reduz previsão do salário mínimo para R$ 998 em 2019

O governo reduziu a previsão de salário mínimo para o ano que vem. Em abril, a expectativa era de R$ 1.002. O valor sofreu uma alteração e passou para R$ 998. A revisão foi publicada em uma nota técnica do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias do próximo ano, divulgada pela Comissão Mista do Orçamento, formada por deputados e senadores. O novo valor é apenas uma estimativa e ainda precisa ser aprovado.

Ainda segundo o relatório, a queda no valor do salário mínimo é justificada pela projeção menor de inflação para este ano. Em abril, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor era de 3,8%. No entanto, essa projeção foi revisada para 3,3% pelo governo, o que afetou o cálculo do salário mínimo.

Caso aprovado, o valor de R$ 998 para o mínimo, em 2019, irá representar um aumento de 4,61% em relação a este ano. Até o fim do ano, o governo ainda pode mudar o valor caso haja novamente alteração na previsão para a inflação deste ano, que compõe a fórmula para o cálculo do reajuste do mínimo do ano que vem.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

 
Temer empossa novos ministros em  cerimônia no Planalto

O presidente Michel Temer deu posse a 10 ministros em cerimônia no Palácio do Planalto. A reforma ministerial foi realizada em razão da saída de ministros que pretendem disputar as eleições de outubro deste ano.

Nas mudanças no primeiro escalão do governo, Temer efetivou três interinos e nomeou outros oito ministros. O "Diário Oficial da União" trouxe as nomeações dos 11 titulares das pastas nesta terça.

Dos ministros nomeados nesta terça (10), apenas Gustavo Rocha, efetivado à frente da pasta dos Direitos Humanos, não foi empossado na cerimônia no Planalto. Segundo sua assessoria, ele integra o Conselho Nacional do Ministério Público e optou por participar da reunião do órgão.

O Planalto ainda não informou os nomes dos substitutos de Sarney Filho (PV-MA) no Ministério do Meio Ambiente e de Moreira Franco, que trocou a Secretaria-Geral pela pasta de Minas e Energia.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Prazo final - Governo Federal muda equipe econômica, mas deixa pastas importantes indefinidas

Em reunião no Palácio do Jaburu neste domingo, o presidente Michel Temer tratou principalmente de reforma ministerial. Além de bater o martelo sobre os principais nomes de sua equipe econômica - com Eduardo Guardia no Ministério da Fazenda, Esteves Colnago no Planejamento e Dyogo Oliveira na presidência do BNDES - o presidente discutiu mudanças nas áreas de Minas e Energia, Desenvolvimento, Educação e Ciência, Tecnologia e Comunicações. 

Segundo participantes do encontro, foi aventado o nome de deputado Carlos Melles (DEM-MG) para suceder Mendonça Filho na Educação. O atual ministro deixará o cargo esta semana para concorrer nas eleições.

Esse também é o caso de Fernando Coelho Filho, que sairá da pasta de Minas e Energia para ser candidato. Uma possibilidade é que o secretário-executivo, Paulo Pedrosa, assuma o ministério, mas ainda não há definição. O governo tem especial preocupação com a área de Minas e Energia porque quer tentar concluir o processo de privatização da Eletrobras - que é cercado de resistências políticas - ainda este ano.

Também houve conversas sobre uma mudança no comando do Ministério do Desenvolvimento, atualmente conduzido por Marcos Jorge. Ele era secretário-executivo e assumiu o cargo depois que Marcos Pereira pediu demissão no início de janeiro. Segundo interlocutores do presidente Michel Temer, o governo estuda mudanças no Desenvolvimento porque quer turbinar a agenda de política industrial.

Também foram discutidas possíveis mudanças na pasta de Ciência, Tecnologia e Comunicações, uma vez que o atual comandante, Gilberto Kassab, também sinalizou que poderá sair para concorrer a algum cargo no governo de São Paulo.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Raul Jungmann assumirá o Ministério da Segurança Pública, afirma porta-voz do Planalto

O porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola, anunciou nesta segunda-feira (26) que o ministro da Defesa, Raul Jungmann, assumirá o novo Ministério da Segurança Pública.

Segundo porta-voz, o presidente também editará nesta segunda uma medida provisória para criação do Ministério da Segurança Pública, que será comandado por Jungmann. A posse pode ocorrer na manhã de terça-feira (27). “O presidente nomeará como ministro da Segurança Pública o atual ministro da defesa Raul Jungmann”, informou Parola.

De acordo com o porta-voz, o general de Exército Joaquim Silva e Luna responderá de forma interina pelo Ministério da Defesa. Parola ainda informou que a nova pasta terá a missão de coordenar a e promover a "integração dos serviços de segurança pública em todo o território nacional em parceria com os entes federativos".

O porta-voz não deu detalhes sobre o conteúdo da medida provisória que cria o ministério. Pela legislação, a MP passar a valer a partir de sua publicação e tem 60 dias, renováveis por mais 60, para ser aprovada pela Câmara e o Senado. Caso a medida não seja aprovada neste prazo, ela perderá a validade.

Jugmann assumiu o Ministério da Defesa em 2016, em meio ao processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Ele foi o responsável por coordenar as operações baseadas nos decretos de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que levaram homens das Forças Armadas a estados em crise de segurança pública.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

De 0 a 10, chance de a reforma da Previdência ser aprovada é 7, afirma Temer

Cada vez mais perto do dia da votação da reforma da Previdência, o governo Federal tenta emplacar a necessidade de mudanças nas regras para aposentadoria. Apesar dos trabalhos da oposição para barrar o avanço da proposta, a equipe do Planalto está convencida de que, até o dia 28 deste mês, a reforma terá os votos suficientes para aprovação.

O presidente Michel Temer afirmou que, de 0 a 10, as chances de o texto ser aprovado é 7. De acordo com ele, o resultado não pode ser outro tendo em vista que, sem as alterações, o rombo vira uma “bola de neve” e torna o sistema previdenciário insustentável.

“Com esse déficit no ano passado de cerca de R$ 270 bilhões e o anúncio de um déficit no ano que vem de mais de R$ 310 bilhões, daqui a pouco vai ter que cortar aposentadoria, pensões, vencimentos de servidores públicos. Isso aconteceu em estados brasileiros e aconteceu em estados estrangeiros. Veja o caso da Grécia, o caso de Portugal”, disse o presidente.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Justiça Federal suspende parte de Medida Provisória que autoriza privatização da Eletrobras

A Justiça Federal em Pernambuco (JFPE) concedeu uma liminar nesta quinta-feira (11) suspendendo parte da Medida Provisória 814/2017, emitida pelo governo federal que faz mudanças em leis relacionadas ao setor elétrico. A decisão afeta o artigo 3º, que fala da privatização da Eletrobras e suas controladas.

A liminar foi concedida pelo juiz da 6ª Vara Federal de Pernambuco, Cláudio Kitner. Com isso, a parte da MP que retirava a Eletrobras e suas subsidiárias do Programa Nacional de Desestatização (PND) fica suspensa. A volta ao programa era uma condição necessária para que o governo pudesse levar adiante o plano de privatiza-la.

Na decisão, o magistrado questiona a utilização da Medida Provisória como instrumento a incluir a Eletrobrás, Furnas, Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), Eletronorte, Eletrosul e Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica no PND.

O deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE), presidente da Frente Paralmentar contra a Privatização da Eletrobras, explica que a Justiça uniu as ações populares impetradas por ele e pelo advogado Antônio Campos, ambas referentes à questão da MP que autoriza a privatização da estatal. "Vamos aguardar a volta do recesso para o julgamento do mérito, a partir do dia 20 de janeiro. Entramos com uma ação pedindo também que o governo federal pague o que deve à Eletrobras", aponta o deputado.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Antonio Imbassahy pede exoneração do governo e Michel Temer aceita

O ministro da articulação política, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), pediu nesta sexta-feira (8) para deixar o governo. O pedido de exoneração foi aceito pelo presidente Michel Temer. Na carta que oficializa o pedido, Imbassahy escreveu que vai continuar contribuindo com a gestão Temer na Câmara. Ele reassumirá o mandato de deputado federal.

A saída de Imbassahy do governo vinha sendo ventilada desde novembro, quando o PSDB iniciou o movimento de deixar a base aliada. Além disso, alguns partidos da sustentação do governo no Congresso tinham críticas com relação ao trabalho do agora ex-ministro. "Fazer parte do seu governo foi, para mim, uma honra. Atuar na articulação política em um período de radicalização pós-impeachment, com uma grande fragmentação partidária, em meio a enormes dificuldades econômicas e fiscais, representou um grande desafio", escreveu Imbassahy na carta a Temer.

O presidente respondeu ao pedido também em carta. Ele chamou o agora ex-ministro de "amigo" disse que é "grato" pelo trabalho de Imbassahy. "Os momentos difíceis a que você alude na carta foram enfrentados todos por mim, mas com seu apoio permanente. A sua ponderação, o seu equilíbrio e a sua firmeza foram fundamentais para que não só atravessássemos momentos delicados, mas especialmente porque o Brasil não parou", elogiou Temer.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Michel Temer diz que governo vai verificar até sexta se tem votos para aprovar reforma da Previdência

O presidente Michel Temer afirmou que “até quinta ou sexta-feira” o governo vai “verificar” se tem o apoio necessário para realizar a votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

O presidente demonstrou otimismo para a votação da reforma da Previdência. A intenção do Palácio do Planalto é tentar levar a proposta ao plenário da Câmara entre os dias 12 e 14 de dezembro. "Até quinta ou sexta-feira vamos verificar se temos os votos. Acho que nós poderemos sensibilizar [a Câmara]", afirmou o presidente.

Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), a reforma da Previdência precisa passar por duas votações na Câmara e no Senado. Na Câmara, são necessários os votos de ao menos 308 dos 513 deputados.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

"Está na hora de cair fora", diz FHC sobre desembarque do PSDB do governo Temer

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse em entrevista nesta quarta-feira (29) que está na hora de o PSDB "cair fora" do governo. A razão principal, para o ex-presidente, é a busca de identidade do partido nas eleições de 2018.

"Não precisa de data. Qual a razão principal pela qual para o PSDB é melhor ficar fora do governo? O PSDB quer ter candidato à presidência da República. Então precisa ter autonomia, cara própria. O governo é o governo do PMDB", disse o presidente de honra da legenda.

O tucano defende a saída dos ministros do PSDB do governo, com exceção do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes. "Assim com o da Defesa, Relações Exteriores é questão de Estado. Não é uma posição política-partidária. Os outros podem perfeitamente, educadamente, falar com o presidente que está na hora de cair fora", disse.

FHC afirma que a saída do governo não significa que o partido não apoiará as reformas, como a da Previdência. "Não se pode romper com o governo porque precisamos votar as reformas. Mas queremos ganhar espaço de liberdade para definirmos nossa cara no ano que vem", declarou.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Em meio a pressão do PMDB, Temer recebe Aécio para discutir ministério de Imbassahy

O presidente da República, Michel Temer (PMDB) chamou nesta quarta-feira (22) o presidente licenciado do PSDB, senador Aécio Neves (MG), para uma reunião no Palácio do Jaburu. O encontro ocorre em meio ao impasse do Palácio do Planalto com a Secretaria se Governo, ocupada pelo tucano Antonio Imbassahy.

Partidos da base aliada pressionam pela troca do ministro, mas o presidente tenta manter Imbassahy na vaga. O PSDB vai discutir o desembarque do governo em 9 de dezembro.

Temer também recebeu nesta quarta-feira o vice-líder do governo na Câmara, deputado Darcisio Perondi (PMDB-RS). Assim como Carlos Marun (PMDB-MS), Perondi é um dos principais deputados da tropa de choque do presidente.

O PMDB pressiona o governo para nomear o substituto de Imbassahy. O objetivo de Perondi, é defender junto a Temer a nomeação de Marun para a pasta responsável pela articulação política com o Congresso Nacional.

O presidente aceita nomear Marun, que já disse estar disposto a não concorrer à eleição em 2018. No entanto, Temer quer conversar com os tucanos antes, principalmente Aécio, aliado de primeira hora do governo e patrocinador da indicação de Imbassahy em janeiro passado.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Alexandre Baldy aceita convite para comandar Ministério das Cidades

O presidente Michel Temer convidou neste domingo (19) o deputado Alexandre Baldy (GO) para ocupar o Ministério das Cidades. O convite, foi feito na presença do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), durante encontro na residência oficial do deputado do DEM. 

Baldy aceitou o convite e a posse está prevista para ocorrer nesta terça-feira (21). Nesta segunda (20), o deputado formaliza a saída do Podemos – e não irá se filiar a nenhum outro partido por enquanto. 

O parlamentar, que tem 37 anos, já tinha decidido deixar o partido, após ser destituído da liderança da legenda na Casa, em agosto deste ano.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Michel Temer sinaliza que vai tirar Antonio Imbassahy da Secretaria de Governo
O presidente Michel Temer sinalizou nesta semana ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que a permanência do ministro Antonio Imbassahy (PSDB-BA) na Secretaria de Governo chegou ao fim da linha.

Maia, que até agora vinha defendendo Imbassahy, mudou de posição diante da divisão nos partidos da base aliada. "Maia se convenceu. O momento político exige uma mudança", relatou um aliado do presidente da Câmara.

Responsável pela interlocução do Planalto com o Congresso, Imbassahy, cada vez mais, tem se enfraquecido no governo. Os líderes do "Centrão", por exemplo, deixaram de despachar com ele e, assim, e o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, assumiu a função de articulador político.

Mas, diante da proximidade de Imbassahy com Temer, o ministro pode ser deslocado para outra pasta, como o ministério do Turismo. O atual ministro, Marx Beltrão (PMDB-AL), está de mudança para o PSD e tem perdido sustentação no cargo.