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quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Supremo nega pedido do PSB para liberar voto de eleitores com título cancelado

Por sete votos a dois, o Supremo Tribunal Federal rejeitou nesta quarta-feira (26) pedido apresentado pelo PSB para autorizar a votação dos eleitores que tiveram o título cancelado por não terem comparecido à revisão do eleitorado nem terem feito o cadastramento biométrico.

Para a maioria dos ministros, a legislação que permite o cancelamento do título de quem não comparecer à revisão do eleitorado não fere a Constituição nem prejudica os eleitores.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 3,4 milhões de eleitores tiveram título cancelado por não comparecer à revisão do eleitorado, na qual o cadastramento biométrico é realizado. Com a decisão, o Supremo confirma o cancelamento desses títulos.

O PSB pediu ao Supremo para liberar a votação de quem perdeu o cadastramento biométrico no primeiro turno. O partido também fez pedido alternativo para que, pelo menos, as pessoas sejam liberadas a votar no segundo turno.

A ação do partido argumentou que cerca de 4 milhões de eleitores não fizeram a biometria e que seria injusto impedir que votem. Segundo dados do PSB, a maioria do eleitorado que teve título cancelado por não comparecer à revisão na Justiça Eleitoral entre 2016 e 2018 está nas regiões Nordeste e Norte do país, o que prejudicaria mais eleitores de áreas pobres.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Ministra Rosa Weber é eleita nova presidente do Tribunal Superior Eleitoral

A ministra Rosa Weber foi eleita nesta terça-feira (19) nova presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ministro Luís Roberto Barroso foi eleito vice-presidente.

Eleita por seis votos a um, em votação secreta, Rosa Weber substituirá o ministro Luiz Fux no comando da Corte, a partir de 14 de agosto. Rosa Weber é ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) e permanecerá no cargo até 25 de maio de 2020.

O TSE é formado por, no mínimo, sete ministros: três do Supremo Tribunal Federal;dois do Superior Tribunal de Justiça e dois juristas nomeados pelo presidente da República.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Ricardo Lewandowski é eleito para presidência da Segunda Turma do STF

O ministro Ricardo Lewandowski foi eleito nesta terça-feira (5) presidente da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que trata-se do colegiado formado por cinco ministros que julga casos relativos à Operação Lava Jato na corte.

Lewandowski assumirá, a partir da semana que vem, o lugar de Luiz Edson Fachin, que ficou no cargo no último ano. Além de presidir a turma, Fachin é relator dos casos da Lava Jato. Cabe ao presidente do colegiado definir as datas dos julgamentos e conduzir a sessão.

A Segunda Turma é formada por Fachin, Lewandowski, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Celso de Mello. O mandato de presidente da turma dura um ano e, pelo regimento, as trocas são feitas do mais antigo para o mais novo que ainda não tenha assumido a presidência.

sábado, 26 de maio de 2018

Ministro diz que PF fez pedidos de prisão para empresários responsáveis por 'locaute' na greve dos caminhoneiros

O ministro Carlos Marun, da Secretaria de Governo, afirmou neste sábado (26) que a Polícia Federal já fez pedidos de prisão para empresários que, segundo a corporação, estão por trás de um locaute na paralisação de caminhoneiros.

Locaute (termo originado a partir da palavra em inglês lock out) é o que acontece quando os patrões de um determinado setor impedem os trabalhadores de exercer a atividade. A prática é proibida por lei.

Marun concedeu entrevista no Palácio do Planalto, após participar de reunião com o presidente Michel Temer e outros ministros para monitorar o andamento e os efeitos da paralisação dos caminhoneiros, que chegou ao sexto dia neste sábado.

Marun afirmou que o governo formou a convicção de que existe a prática de locaute e que a Polícia Federal já tem inquéritos abertos para investigar os casos. "Hoje temos a convicção de que, além do movimento paredista, existe o locaute", disse Marun.

"A PF já tem inquérito abertos para investigar essas suspeitas. E os empresários suspeitos serão intimados. Rogério Galloro [diretor-geral da PF] também nos informou que já existem pedidos de prisão. Estão aguardando manifestação da Justiça", completou o ministro.

Segundo o ministro, as primeiras ações adotadas pelo governo na sexta-feira (25), quando foi anunciado a ação de forças federais para desbloquear rodovias, garantiram o abastecimento das usinas termelétricas em Roraima. Além disso, de acordo com Marun, os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, Porto Alegre e do Rio de Janeiro estão abastecidos e operacionais.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

'O que puder fazer por decreto, vamos fazer', diz ministro sobre ajustes na reforma trabalhista

O ministro do Trabalho, Helton Yomura, afirmou que os ajustes na lei da reforma trabalhista serão realizados preferencialmente por decreto, mas, em alguns pontos, o governo também poderá usar outros instrumentos, como projeto de lei ou portaria do próprio ministério.

A medida provisória que regulamenta alguns pontos da reforma trabalhista, como trabalho intermitente e autônomo, jornada de 12 por 36 horas e trabalho de grávidas e lactantes em ambiente insalubre, caduca nesta segunda-feira (23). Sem a MP, esses e outros pontos do projeto ficarão sem regulamentação, criando insegurança jurídica na aplicação da lei.

O texto da medida provisória chegou ao Congresso no fim do ano passado, depois de um acordo do governo com senadores para que a reforma fosse aprovada sem alterações na Casa. Os senadores aprovaram. Só que, com a resistência de deputados e as eleições batendo à porta, a MP nem chegou a ser discutida pela comissão especial da Câmara dos Deputados criada para analisar o assunto.

Entre outras coisas, a MP deixa claro que as novas regras valeriam para todos os contratos, inclusive os já assinados. Sem a medida, o governo acredita que a reforma pode sofrer muita contestação jurídica.

Para o ministro, independentemente de qual seja, uma nova solução será necessária para garantir a segurança jurídica da reforma. Segundo Yomura, o trabalho autônomo, por exemplo, deve ser regulamentado por decreto.

Mas o martelo só será batido depois de uma análise pela Advocacia-Geral da União e pela Subsecretaria para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, o que deve acontecer nesta semana.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

 
Temer empossa novos ministros em  cerimônia no Planalto

O presidente Michel Temer deu posse a 10 ministros em cerimônia no Palácio do Planalto. A reforma ministerial foi realizada em razão da saída de ministros que pretendem disputar as eleições de outubro deste ano.

Nas mudanças no primeiro escalão do governo, Temer efetivou três interinos e nomeou outros oito ministros. O "Diário Oficial da União" trouxe as nomeações dos 11 titulares das pastas nesta terça.

Dos ministros nomeados nesta terça (10), apenas Gustavo Rocha, efetivado à frente da pasta dos Direitos Humanos, não foi empossado na cerimônia no Planalto. Segundo sua assessoria, ele integra o Conselho Nacional do Ministério Público e optou por participar da reunião do órgão.

O Planalto ainda não informou os nomes dos substitutos de Sarney Filho (PV-MA) no Ministério do Meio Ambiente e de Moreira Franco, que trocou a Secretaria-Geral pela pasta de Minas e Energia.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Prazo final - Governo Federal muda equipe econômica, mas deixa pastas importantes indefinidas

Em reunião no Palácio do Jaburu neste domingo, o presidente Michel Temer tratou principalmente de reforma ministerial. Além de bater o martelo sobre os principais nomes de sua equipe econômica - com Eduardo Guardia no Ministério da Fazenda, Esteves Colnago no Planejamento e Dyogo Oliveira na presidência do BNDES - o presidente discutiu mudanças nas áreas de Minas e Energia, Desenvolvimento, Educação e Ciência, Tecnologia e Comunicações. 

Segundo participantes do encontro, foi aventado o nome de deputado Carlos Melles (DEM-MG) para suceder Mendonça Filho na Educação. O atual ministro deixará o cargo esta semana para concorrer nas eleições.

Esse também é o caso de Fernando Coelho Filho, que sairá da pasta de Minas e Energia para ser candidato. Uma possibilidade é que o secretário-executivo, Paulo Pedrosa, assuma o ministério, mas ainda não há definição. O governo tem especial preocupação com a área de Minas e Energia porque quer tentar concluir o processo de privatização da Eletrobras - que é cercado de resistências políticas - ainda este ano.

Também houve conversas sobre uma mudança no comando do Ministério do Desenvolvimento, atualmente conduzido por Marcos Jorge. Ele era secretário-executivo e assumiu o cargo depois que Marcos Pereira pediu demissão no início de janeiro. Segundo interlocutores do presidente Michel Temer, o governo estuda mudanças no Desenvolvimento porque quer turbinar a agenda de política industrial.

Também foram discutidas possíveis mudanças na pasta de Ciência, Tecnologia e Comunicações, uma vez que o atual comandante, Gilberto Kassab, também sinalizou que poderá sair para concorrer a algum cargo no governo de São Paulo.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Henrique Meirelles encontra Kassab para comunicar saída do PSD

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, foi no início da noite desta quarta-feira (28) ao encontro do ministro Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia) para comunicar sua decisão de deixar o PSD. Kassab é o presidente licenciado da legenda.

Meirelles decidiu deixar o partido depois que Kassab negociou apoio à candidatura presidencial do tucano Geraldo Alckmin. Com isso, o ministro da Fazenda decidiu se filiar ao MDB.

O ministro, porém, deixou apenas para a próxima segunda (2) o anúncio da decisão sobre se deixará o governo. Ele quer ser candidato à Presidência pelo MDB, mas o futuro da sua candidatura está atrelado ao destino do presidente Michel Temer, que também deseja concorrer à reeleição. A aposta de Meirelles é que Temer não viabilize sua candidatura, abrindo espaço para o seu nome dentro do partido.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Luislinda Valois entrega cargo de ministra dos Direitos Humanos

A ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, entregou o cargo nesta segunda-feira (19). O atual subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo do Vale Rocha, acumulará as duas funções.

Luislinda assumiu a pasta em fevereiro do ano passado, quando o ministério foi recriado pelo presidente Michel Temer. Em dezembro, em meio à decisão do PSDB de deixar o governo, Luislinda chegou a se desfiliar do partido.

Antes de ser ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois era a secretária nacional de Promoção da Igualdade Racial do Ministério da Justiça.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Justiça Federal suspende posse de Cristiane Brasil no Ministério do Trabalho

A Justiça Federal do Rio suspendeu nesta segunda-feira (08) a posse da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) como ministra do Trabalho. A decisão, em caráter cautelar liminar, é do juiz Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal Criminal de Niterói.

A ação popular foi movida por João Gilberto Araújo Pontes, entre outros, após a denúncia de que Cristiane Brasil foi condenada a pagar R$ 60 mil por dívidas trabalhistas com dois ex-motoristas. O juiz fixou ainda multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento da liminar.

Em seu despacho, o magistrado destaca que decidiu conceder a liminar sem ouvir os demais envolvidos "encontra-se justificado diante da gravidade dos fatos sob análise" e que a nomeação de Cristiane Brasil fere o princípio da moralidade administrativa..

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que já prepara recurso contra a liminar que suspende a posse de Cristiane Brasil como ministra do Trabalho. Nesta segunda, antes da decisão judicial, Cristiane procurou o presidente Michel Temer para saber se sua indicação estava mantida. De acordo com as informações, o presidente teria garantido à deputada que estava decidido a nomeá-la para o ministério.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Antonio Imbassahy pede exoneração do governo e Michel Temer aceita

O ministro da articulação política, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), pediu nesta sexta-feira (8) para deixar o governo. O pedido de exoneração foi aceito pelo presidente Michel Temer. Na carta que oficializa o pedido, Imbassahy escreveu que vai continuar contribuindo com a gestão Temer na Câmara. Ele reassumirá o mandato de deputado federal.

A saída de Imbassahy do governo vinha sendo ventilada desde novembro, quando o PSDB iniciou o movimento de deixar a base aliada. Além disso, alguns partidos da sustentação do governo no Congresso tinham críticas com relação ao trabalho do agora ex-ministro. "Fazer parte do seu governo foi, para mim, uma honra. Atuar na articulação política em um período de radicalização pós-impeachment, com uma grande fragmentação partidária, em meio a enormes dificuldades econômicas e fiscais, representou um grande desafio", escreveu Imbassahy na carta a Temer.

O presidente respondeu ao pedido também em carta. Ele chamou o agora ex-ministro de "amigo" disse que é "grato" pelo trabalho de Imbassahy. "Os momentos difíceis a que você alude na carta foram enfrentados todos por mim, mas com seu apoio permanente. A sua ponderação, o seu equilíbrio e a sua firmeza foram fundamentais para que não só atravessássemos momentos delicados, mas especialmente porque o Brasil não parou", elogiou Temer.
Luiz Fux substituirá Gilmar Mendes na presidência do TSE

O Tribunal Superior Eleitoral escolheu nesta quinta-feira (7) o ministro Luiz Fux para ser o seu novo presidente em substituição ao ministro Gilmar Mendes, cujo mandato expirará em fevereiro de 2018.

O TSE é composto por sete ministros, três oriundos do STF, dois do STJ e dois da classe dos advogados. Gilmar Mendes ficará no cargo até 6 de fevereiro próximo quando será sucedido por Luiz Fux, que só ficará no cargo até agosto de 2018, quando será substituído por Rosa Weber.

Caberá portanto a esta última presidir a eleição presidencial quando os brasileiros serão chamados às urnas para escolherem o substituto do presidente Michel Temer.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

No Ministério da Cultura, Diogo Moraes apresenta projeto de revitalização e restauro do Museu Palácio Joaquim Nabuco

Nesta quarta-feira (06), em Brasília, o primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado estadual Diogo Moraes (PSB), esteve reunido com a Ministra da Cultura interina, Mariana Ribas e com o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura (SEFIC), José Paulo Soares Martins, responsável pela administração da Lei Rouanet, para apresentar detalhes do projeto de revitalização e restauro do Museu Palácio Joaquim Nabuco, sede da Assembleia Legislativa de Pernambuco de 1848 até junho deste ano, quando foi inaugurado o novo Plenário, o edifício Miguel Arraes de Alencar, localizado na Rua da União. . 
Durante a reunião, realizada na sede do Ministério da Cultura, na Esplanada dos Ministérios, o parlamentar explicou que o projeto já se encontra em análise junto ao Minc. “Apesar de já estar tramitando, devido à necessidade de intervenção na estrutura do edifício histórico, expusemos a importância da aprovação da solicitação com urgência. Além disso, o projeto conta com intenção de patrocínio, que, por meio da Lei Rouanet, permitirá a realização das obras sem custos para a Alepe”, destaca Diogo Moraes. 

Na ocasião, o primeiro-secretário da Alepe convidou os representantes ministeriais a conhecerem Pernambuco e, especialmente, a sede do Legislativo pernambucano. “Saímos da reunião animados e na expectativa de um retorno breve. Além disso, aproveitando a passagem do ministro Sérgio Sá Leitão ao Estado, na próxima semana, entreguei um convite, nas mãos de Mariana Ribas, para que ele realize uma visita oficial ao Museu Palácio Joaquim Nabuco”, informa o parlamentar.

Após a apresentação, Mariana Ribas se demonstrou surpresa e admirada com o projeto, além de destacar a importância do espaço para a história e a cultura pernambucana. Já o secretário da SEFIC, José Paulo Martins, pontuou que, a priori, não existe qualquer impedimento para a liberação do projeto, adiantando que a previsão é que em poucas semanas ocorra novidades sobre o projeto. Também participaram da audiência o deputado Zé Maurício, as superintendentes Geral e Administrativa da Alepe, Cristiane Alves e Christiane Vasconcelos e o coordenador de projetos do Instituto IRH, Samuel Chacon. 

Intervenção - De acordo com o coordenador de projetos do Instituto IRH, Samuel Chacon, a revitalização e o restauro se dividirão em duas etapas. Na primeira fase, serão tratadas necessidade externas, como as estruturas de fundação, fachada e cúpula do edifício histórico. Na segunda fase, a parte interna do espaço será tratada. Futuramente, com o Museu requalificado, a pretensão é de inseri-lo na rota turística e cultural de Pernambuco. “Em outros países, espaços iguais ao do Museu são extremamente valorizados e procurados por visitantes. A ideia é tornar o Museu Palácio Joaquim Nabuco um ponto de visitação, com toda a estrutura que um equipamento turístico necessita. E com todo cuidado que um edifício histórico, secular, tão cheio de simbolismo, exige”, ressalta Diogo Moraes.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

"Está na hora de cair fora", diz FHC sobre desembarque do PSDB do governo Temer

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse em entrevista nesta quarta-feira (29) que está na hora de o PSDB "cair fora" do governo. A razão principal, para o ex-presidente, é a busca de identidade do partido nas eleições de 2018.

"Não precisa de data. Qual a razão principal pela qual para o PSDB é melhor ficar fora do governo? O PSDB quer ter candidato à presidência da República. Então precisa ter autonomia, cara própria. O governo é o governo do PMDB", disse o presidente de honra da legenda.

O tucano defende a saída dos ministros do PSDB do governo, com exceção do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes. "Assim com o da Defesa, Relações Exteriores é questão de Estado. Não é uma posição política-partidária. Os outros podem perfeitamente, educadamente, falar com o presidente que está na hora de cair fora", disse.

FHC afirma que a saída do governo não significa que o partido não apoiará as reformas, como a da Previdência. "Não se pode romper com o governo porque precisamos votar as reformas. Mas queremos ganhar espaço de liberdade para definirmos nossa cara no ano que vem", declarou.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Michel Temer chama Rodrigo Maia para contornar crise com bancadas do PMDB e do PSDB por ministério da articulação política

Em reunião entre o presidente Michel Temer (PMDB) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com os deputados Carlos Marun (PMDB-MS) e Baleia Rossi (PMDB-SP), foi discutida a crise entre PMDB e PSDB pelo ministério da articulação política.

Maia disse durante o encontro que o governo e peemedebistas da Câmara haviam errado com Antonio Imbassahy, atual ministro da articulação política, ao ventilar sua demissão pela imprensa sem sequer o deputado Carlos Marun ter sido convidado para a vaga.

Marun concordou, afirmando que não havia ainda sido convidado e seguia à disposição do governo. Já Baleia Rossi, líder do PMDB, chegou a dizer que alguns deputados ameaçavam não comparecer ao jantar da Previdência ocorrido nessa quarta (22), pois encaravam como uma desfeita do governo a não indicação de Marun para o posto.

Temer, irritou-se e disse que não aceitava a saída de Imbassahy por pressão. E lembrou da "lealdade" do ministro tucano durante o auge da crise política do governo. Maia pegou carona e lembrou que o governo precisa contar com os votos do PSDB para a reforma da Previdência.


A saída de Imbassahy, na avaliação de aliados de Temer, apenas foi adiada, já que, inclusive, havia sido acertada entre os tucanos na quarta-feira. Aecio Neves propôs a Temer, na manhã de quarta, que o governo anunciasse a saída de Imbassahy no dia 12 de dezembro. Temer aceitou, mas, como o PMDB se atropelou ao anunciar Marun, o governo suspendeu as tratativas para substituir Imbassahy.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Romero Jucá afirma em Brasília que Temer vai substituir 17 dos 28 ministros

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) declarou em Brasília nesta terça-feira (14) que o presidente Michel Temer deverá trocar até meados de dezembro 17 dos 28 ministros. Quem inaugurou as mudanças foi o pernambucano Bruno Araújo (PSDB), que pediu demissão do Ministério das Cidades. 

De acordo com Jucá, a saída do ministro das Cidades precipitou a discussão da reforma ministerial, tendo em vista que há ministério vago. "O presidente está avaliando e discutindo como vai fazer. Será uma reforma ampla, 17 ministérios vagos no prazo que o presidente determinar. Ele é quem vai definir o ritmo”, disse o senador.

Por serem candidatos à reeleição, deverão deixar o ministério agora no final do ano os ministros Fernando Filho (Minas e Energia), Mendonça Filho (Educação) e Raul Jungmann (Defesa). Todos são deputados federais pernambucanos.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Para atender Centrão, Michel Temer vai lotear Ministério das Cidades entre partidos

Alvo da maior cobiça entre os partidos que integram o Centrão, o Ministério das Cidades será loteado entre as legendas. Foi a forma encontrada pelo presidente Michel Temer para agradar os aliados e diminuir a resistência à reforma da Previdência.

A decisão de dividir a pasta para atender às várias legendas já havia sido tomada antes mesmo do agora ex-ministro Bruno Araújo (PSDB) entregar a carta de demissão. A ideia é encontrar um nome de consenso entre os partidos do Centrão para comandar a pasta e fazer a distribuição dos principais cargos contemplando PP, PR, PTB, PSD, além dos partidos menores.

O pedido de demissão de Bruno Araújo levou Temer a pensar em uma reforma ministerial ampla. Ele pretende substituir até 15 de dezembro todos os ministros que serão candidatos nas eleições do ano que vem.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Reforma ministerial 'não é coisa demorada', diz Moreira Franco

Em busca de aprovar a reforma da Previdência, o presidente Michel Temer (PMDB) vai conversar com líderes da base aliada nesta semana para definir mudanças na sua equipe ministerial. 

O ministro Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência) disse que a reforma ministerial “não é coisa demorada” e deve sair em breve. O objetivo é garantir a aprovação das alterações no sistema previdenciário e do ajuste fiscal que garante o cumprimento da meta do ano que vem, um déficit de R$ 159 bilhões.

PMDB e partidos ligados ao antigo centrão, como PP e PTB, pressionam por mais espaço no governo sob argumento de que têm votado com o presidente Michel Temer, enquanto outros aliados, principalmente o PSDB, estão divididos e não estão entregando mais da metade dos votos ao Palácio do Planalto.

Nas negociações com seus aliados, o presidente quer a garantia de que, feita a reforma ministerial, eles darão os votos necessários para aprovar o novo texto das alterações nas regras da aposentadoria no país.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Henrique Meirelles diz que não tem obsessão para ser presidente

Após ser descartada, na semana passada, a possibilidade de ser candidato à vice-presidência da República, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira (06) que não tem "obsessão em ser presidente".

"Eu não tenho como alguns políticos um desejo específico, uma obsessão de ser presidente. Fui convidado duas vezes para ser vice. Não tenho nenhum problema em relação a isso", declarou Meirelles.

Na semana passada, em entrevista à rádio Gaúcha, o ministro havia dito que uma eventual candidatura à vice não ocorreria "em nenhuma hipótese". Nesta segunda, voltou a repetir que está concentrado em seu trabalho como ministro da Fazenda.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Ministros e Governador assinam ordem de serviço para reinício das obras de duplicação da BR-104

Após comandar ações na área de saúde em Caruaru, o governador Paulo Câmara (PSB) seguiu para o distrito de Pão de Açúcar, em Taquaritinga do Norte, para, ao lado do ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella e do ministro das Cidades, Bruno Araújo, autorizar o início de duas obras para a requalificação de trechos da BR-104 em Pernambuco. As intervenções, que beneficiarão mais de 500 mil pessoas, irão proporcionar mais facilidade de acesso ao Polo de Confecções.

A primeira ação irá garantir a restauração e duplicação de 13,2 quilômetros (km) da rodovia, do quilômetro 19,8 ao 33, entre a PE-160, no distrito de Pão de Açúcar, e a PE-145, em Toritama. Já a segunda se trata dos serviços de iluminação em um trecho de seis quilômetros da mesma via, contemplando o acesso urbano do município de Caruaru. Serão investidos R$ 78,1 milhões nas obras.

“Para mim, é uma alegria estar retomando essas obras porque a população sabe da enorme importância que essas estradas têm para a região. Por isso investimos muito, mesmo em tempos de crise. Vamos criar condições de ir e vir com muito mais facilidade, para que Pernambuco continue a ser esse Estado do desenvolvimento”, afirmou o governador Paulo Câmara, assegurando que entregará a obra até dezembro do ano que vem.
O ministro Maurício Quintella registrou a satisfação de estar autorizando a realização de obras tão significativas não somente para a região, mas para todo o Estado. “Fico feliz de estar aqui hoje para dar Ordem de Serviço para, talvez, a obra mais reivindicada pelo município. Com muita determinação e respeito ao orçamento, conseguimos retomar as principais obras estruturantes do País e aqui em Pernambuco não foi diferente. Essa é uma obra fundamental, pois ajudará um polo têxtil importante economicamente para a região, que é um motor de desenvolvimento de Pernambuco”, garantiu Quintella.
O ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), também marcou presença no ato e na oportunidade falou sobre a obras. "Essa é uma obra fundamental para o desenvolvimento do agreste. O que interessa a população é a entrega do serviço público, cada um de nós cumpre a sua missão. Essa é uma obra que começou com quase 300 milhões de reais orçados, transferidos pelo Governo Federal. Hoje, na sua fase de conclusão com esse trecho, ainda com 70 milhões de reais a serem executados - o restante dos recursos dessa parceria do Governo Federal com o Governo de Pernambuco (...). É com parcerias, que nestes momentos de dificuldades que a gente faz o que é mais importante, entregar as obras às pessoas que mais precisam", disse.