Zé Augusto concede
entrevista, volta a defender o ‘novo’ como melhor opção para os Taboquinhas e
diz “Falam de unidade, mas na verdade é apenas da boca pra fora, porque quando
se juntam em grupo levam a vida em me queimar”
Depois de deixar o mandato de deputado federal, José Augusto
Maia (PROS) enfim reapareceu em Santa Cruz do Capibaribe e concedeu entrevista a Rádio
Polo FM no começo da tarde desta quarta-feira (04). Dentre os pontos abordados,
destaques para suas opiniões e decisões sobre o Moda Center Santa Cruz e o
grupo Taboquinha.
Moda Center e o caos
– Zé Augusto não mediu palavras para definir a situação que vive hoje o
Moda Center e atribuiu ao fechamento do parque aos domingos a culpa pela queda
nas vendas. “Para mim o que mais prejudicou o Moda Center foi a feira acabar
aos domingos, foi o caos. Quando adotaram tal medida, apenas eu tive a coragem
de divulgar uma nota, mostrando que era contra o fechamento da feira aos
domingos e os prejuízos que tal decisão poderiam acarretar. Não entendo como as
feiras diminuíram de 3 para dois dias e ainda tem gente que acha bom”, disse
ele.
Vale a pena lembrar que nesta quinta-feira (05) haverá uma
assembleia geral no Moda Center para votar o calendário de feiras de 2015. O
calendário prevê a abertura do Moda Center aos domingos, apenas nos períodos de
maior fluxo de clientes: a partir da segunda quinzena de maio e durante todo o
mês de junho, assim como em todos os domingos de novembro e dezembro.
“As cidades estão todas abrindo suas feiras aos domingos.
Vai chegar um momento em que ninguém vai ter mais nada para comprar na
segunda-feira, e só aí alguns cairão em si”, falou Zé.
O grupo Taboquinha –
O ex-deputado falou também sobre a situação vivida no grupo de oposição, que
tem travado, através dos seus principais nomes, uma verdadeira batalha em torno
do nome que representará o partido na próxima eleição municipal. “Eu nunca fui
ditador, ninguém nunca deu tantas provas de busca de unidade quanto eu. Deixei
de ser candidato a deputado estadual em 2014 para apoiar os dois filhos da
terra, mas infelizmente o que ocorreu é que nenhum dos sete vereadores
Taboquinhas me apoiou. Eles apoiaram Ernesto Maia e eu apoiei Toinho do Pará”.
O líder de araque –
Mais adiante na entrevista Zé Augusto disse que apesar de todos no partido de
oposição o tratarem como líder, não querem que ele participe das principais
decisões do grupo. “Todos dizem que eu sou o líder, mas sou um líder que tem
que ser escanteado. Querem me tornar um líder sem voz e sem vez, mas é bom que
saibam que com o povo é diferente”.
O partido das
falsidades - “O que eu quero é encontrar um caminho. Tenho dito que um nome
novo seria a melhor coisa, seria a melhor opção para todos. Hoje existem facões
políticas dentro do partido, com muita falsidade. Falam de unidade, mas na
verdade é apenas da boca pra fora, porque quando se juntam em grupo levam a
vida em me queimar”, disse Zé Augusto, expondo ainda mais as fragilidades do seu grupo político.
A definição – Ele falou ainda sobre o prazo em que espera que o grupo chegue a um consenso em torno de quem representará os Taboquinhas nas urnas em 2016, contra o prefeito Edson Vieira (PSDB). “A gente vai se reunir depois do carnaval, como eu já disse em outras oportunidades. Defendo que seja rápido e que busquemos um nome de consenso, porque não adianta escolhermos um nome, e dentro do grupo existir um outro grupo trabalhando contra esse nome”.


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