quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Zé Augusto concede entrevista, volta a defender o ‘novo’ como melhor opção para os Taboquinhas e diz “Falam de unidade, mas na verdade é apenas da boca pra fora, porque quando se juntam em grupo levam a vida em me queimar”

Depois de deixar o mandato de deputado federal, José Augusto Maia (PROS) enfim reapareceu em Santa Cruz do Capibaribe e concedeu entrevista a Rádio Polo FM no começo da tarde desta quarta-feira (04). Dentre os pontos abordados, destaques para suas opiniões e decisões sobre o Moda Center Santa Cruz e o grupo Taboquinha.

Moda Center e o caos – Zé Augusto não mediu palavras para definir a situação que vive hoje o Moda Center e atribuiu ao fechamento do parque aos domingos a culpa pela queda nas vendas. “Para mim o que mais prejudicou o Moda Center foi a feira acabar aos domingos, foi o caos. Quando adotaram tal medida, apenas eu tive a coragem de divulgar uma nota, mostrando que era contra o fechamento da feira aos domingos e os prejuízos que tal decisão poderiam acarretar. Não entendo como as feiras diminuíram de 3 para dois dias e ainda tem gente que acha bom”, disse ele.

Vale a pena lembrar que nesta quinta-feira (05) haverá uma assembleia geral no Moda Center para votar o calendário de feiras de 2015. O calendário prevê a abertura do Moda Center aos domingos, apenas nos períodos de maior fluxo de clientes: a partir da segunda quinzena de maio e durante todo o mês de junho, assim como em todos os domingos de novembro e dezembro.

“As cidades estão todas abrindo suas feiras aos domingos. Vai chegar um momento em que ninguém vai ter mais nada para comprar na segunda-feira, e só aí alguns cairão em si”, falou Zé.

O grupo Taboquinha – O ex-deputado falou também sobre a situação vivida no grupo de oposição, que tem travado, através dos seus principais nomes, uma verdadeira batalha em torno do nome que representará o partido na próxima eleição municipal. “Eu nunca fui ditador, ninguém nunca deu tantas provas de busca de unidade quanto eu. Deixei de ser candidato a deputado estadual em 2014 para apoiar os dois filhos da terra, mas infelizmente o que ocorreu é que nenhum dos sete vereadores Taboquinhas me apoiou. Eles apoiaram Ernesto Maia e eu apoiei Toinho do Pará”.

O líder de araque – Mais adiante na entrevista Zé Augusto disse que apesar de todos no partido de oposição o tratarem como líder, não querem que ele participe das principais decisões do grupo. “Todos dizem que eu sou o líder, mas sou um líder que tem que ser escanteado. Querem me tornar um líder sem voz e sem vez, mas é bom que saibam que com o povo é diferente”.

O partido das falsidades - “O que eu quero é encontrar um caminho. Tenho dito que um nome novo seria a melhor coisa, seria a melhor opção para todos. Hoje existem facões políticas dentro do partido, com muita falsidade. Falam de unidade, mas na verdade é apenas da boca pra fora, porque quando se juntam em grupo levam a vida em me queimar”, disse Zé Augusto, expondo ainda mais as fragilidades do seu grupo político.

A definição – Ele falou ainda sobre o prazo em que espera que o grupo chegue a um consenso em torno de quem representará os Taboquinhas nas urnas em 2016, contra o prefeito Edson Vieira (PSDB). “A gente vai se reunir depois do carnaval, como eu já disse em outras oportunidades. Defendo que seja rápido e que busquemos um nome de consenso, porque não adianta escolhermos um nome, e dentro do grupo existir um outro grupo trabalhando contra esse nome”.

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