sexta-feira, 12 de junho de 2015

Mais uma - Aconteceu nesta quinta-feira mais uma reunião ordinária na Câmara de Santa Cruz do Capibaribe e assim como tem ocorrido nas últimas sessões, a tarde foi marcada por discursos mornos e poucos embates entre situacionistas e oposicionistas.

A frase - A exceção da reunião foi o discurso do vereador Fernando Aragão, que ao criticar a demora que tem ocorrido no Hospital Municipal no atendimento a pacientes, soltou a infeliz pérola: “É melhor ter um hospital no cadeado do que um médico que demore para atender as pessoas”.

A repercussão - De imediato a bancada de situação demonstrou perplexidade e revolta, que se estendeu da reunião aos programas de rádio que foram ao ar nesta sexta-feira. No programa ‘Tribuna do Povo’, que vai ao ar em uma rede de rádios, os vereadores Luciano Bezerra e Dida de Nan, além do prefeito Edson Vieira, não pouparam críticas a Fernando e detonaram o oposicionista.

A pior de todas - “Fernando conseguiu ser o autor da frase mais infeliz da política santa-cruzense em todos os tempos. Um pensamento retrógado. Ele disse em alto e bom som que era preferível que os portões do hospital estivessem trancados a cadeado do que a população esperar em filas, ou seja, para ele vale mesmo a regra do ‘quanto pior, melhor’”, disse Luciano.

Do mesmo saco - O vereador disse ainda que a frase de Fernando reflete ainda o desejo do mesmo ‘cutucar’ o ex-prefeito Toinho do Pará, com quem disputa espaços no grupo Taboquinha. “Não adianta agora, por divergirem no campo político, Fernando querer se isentar de culpa daquilo que aconteceu de errado nas gestões do grupo Taboquinha. Eles eram e são farinha do mesmo saco”, falou.

Mais pancadas - Dida de Nan também bateu pesado em Fernando e citou o projeto de Aragão, que se apresenta como pré-candidato a prefeito de Santa Cruz em 2016. “E olhe que ele se apresenta como pré-candidato. Uma pessoa que fala um negócio como esse, ainda querer ser prefeito”.

Sem parafusos - Mais adiante Dida criticou toda a forma como a oposição tem se portado. “Uma oposição desparafusada, que não sabe para onde vai e nem o que quer da vida”.

Sem qualidade - O prefeito Edson Vieira manteve o ritmo intenso de críticas a Fernando Aragão e aos demais membros da oposição. “Percebo a ação de uma oposição desqualificada, que tenta a todo instante desmerecer o nosso trabalho. Desde janeiro de 2013 eles se mostram inconformados com a derrota nas urnas e tenta minimizar os avanços que temos alcançado ao longo dos últimos anos”.

E tome pancadas - “Estão tentando descontruir o que essa gestão fez e tem feito pela saúde pública e por todos os setores de nosso município. São obras e benfeitorias como as AMES, a obra da primeira etapa da reforma do hospital e uma UPA, que darão uma nova cara a saúde pública de Santa Cruz”, disse Edson.

A novidade - Depois de aparecer na Câmara na tarde desta quinta-feira, o vice-prefeito Dimas Dantas esteve novamente na manhã desta sexta na Casa de Leis onde intensificou as articulações para a abertura de uma CPI que investigue supostas irregularidades ocorridas na distribuição de pontos de venda no Calçadão Miguel Arraes de Alencar.

Ele assinou - Segundo informações do Blog Sulanca News, o vereador Vânio Vieira se dispôs a assinar o requerimento de CPI, ao lado da bancada de oposição, ou melhor, quase toda a bancada Taboquinha. Com tal atitude Vânio teria subido mais um degrau na escada de acesso ao grupo de oposição.

Ele não - A exceção oposicionista foi Zé Elias, que simplesmente se negou assinar a papelada, causando de imediato a ira de alguns Taboquinhas, que estão de saco cheio com a postura, considerada por eles, dúbia do vereador. Muitos já falam inclusive em expulsa-lo do grupo, por conta de algumas decisões tomadas por ele, vistas como de apoio claro ao governo de Edson Vieira.

Tudo às claras - A verdade é que, saindo ou não a tal CPI articulada por Dimas, algumas coisas deverão acontecer nos próximos dias e servirão para clarear a cena política local. A definição de posicionamento partidário de Vânio e Zé Elias, além do ressurgimento de Dimas, que em meio a polêmica a ser criada já planeja sua volta à mídia e ao debate local.

César Mello

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